Putin espera que divergências entre Rússia e EUA não gerem nova 'Crise dos Mísseis'

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Presidente russo, Vladimir Putin, parabenizando os cidadãos russos pelo Ano Novo

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse que, embora haja divergências entre Moscou e Washington, isso não é motivo para provocar uma nova "Crise dos Mísseis".


O líder russo destacou que a Rússia mantém contatos permanentes com os EUA, por exemplo, na Síria, por isso, embora "existam problemas e sejam criados cada vez mais problemas, existem também mecanismos e instrumentos para resolver conjuntamente estes problemas".
"Espero que eles sejam usados para que no mundo não haja crise semelhante à crise de outubro, não há razão para isso", disse o presidente.
Segundo o presidente russo, as contradições existentes não são tão sérias, e os "conflitos entre os dois sistemas" não são tão profundos quanto durante a Guerra Fria.
A Rússia, em sua opinião, não gostaria de testemunhar um novo confronto como a "Crise caribenha dos anos 60 do século passado", mas "se alguém quiser, ele a terá".
A Crise dos Mísseis, conhecida em Cuba como a Crise de Outubro, é o termo usado para descrever a drástica escalada de tensão que ocorreu entre os EUA e a URSS em outubro de 1962, quando Moscou instalou no território cubano foguetes de alcance intermediário com ogivas nucleares.
Naquela ocasião, o mundo ficou vários dias à beira de uma guerra nuclear, mas os esforços do Kremlin e da Casa Branca permitiram que o conflito fosse resolvido.

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