Ao lado do governador Flavio Dino, prefeito Edivaldo destacou a parceria entre os executivos estadual e municipal visando o bem-estar da população da capital.


Prefeito Edivaldo participa de assinatura da Ordem de Serviço de urbanização da Av. Ferreira Gullar. 
O prefeito Edivaldo Holanda Júnior participou, nesta terça-feira (22), ao lado do governador Flavio Dino, da assinatura da Ordem de Serviço para início das obras de urbanização da Avenida Ferreira Gullar, no trecho próximo à Ponte São Francisco. As obras do projeto PAC Ponta do São Francisco contempla além de um aterro para construção de praça, quadras e uma avenida que interligará o bairro às vias vizinhas; obras de abastecimento de água, saneamento básico e melhoria da iluminação pública. 
Para o prefeito de São Luís, a obra de urbanização da Avenida Ferreira Gullar vai modificar a realidade da comunidade da Ilhinha. "São obras importantes para às famílias da região da ilhinha e que se soma a outras ações realizadas nesta área", destacou o prefeito Edivaldo. Ano passado, em parceria com a Agência Metropolitana, a Prefeitura de São Luís entregou a população da região obras de revitalização do Canteiro da Avenida Ferreira Gullar, próximo ao cruzamento com a Avenida Ana Jansen. A obra era uma antiga reivindicação dos moradores de bairros como Ilhinha, Morros e conjunto Ana Jansen. A região também conta com um Ecoponto implantado no local pela Prefeitura de São Luís.
No entendimento do governador Flávio Dino, a obra de urbanização da região da Ilhinha é um passo na quitação de uma antiga dívida. "Há muitas décadas os governos têm essa dívida com a população desta localidade. Desde que a ponte foi construída. Muitos fecharam os olhos para essa dívida", disse o governador do estado, após assinatura da Ordem de Serviço.
O presidente da Câmara Municipal de São Luís, Osmar Filho (PDT), parabenizou a iniciativa do governador Flávio Dino em realizar um sonho antigo dos moradores da região da Ilhinha e do antigo Morrinho. Segundo Osmar Filho, São Luís ganhará um novo cartão-postal, com os investimentos em saneamento básico e equipamentos de lazer e esporte.
O conjunto de obras prevê intervenções em infraestrutura básica, com instalação de rede de esgoto sanitário doméstico e de abastecimento de água, drenagem pluvial, iluminação, além de modificações estruturais como recuperação e continuidade do talude existente e aterro de áreas sujeitas. Desta forma, serão contidos os alagamentos causados pelo fluxo das marés.
Também será construído um atracadouro para incentivar a atividade pesqueira desenvolvida por moradores da região, além de estacionamento, equipamentos de lazer e pelo menos duas quadras poliesportiva, sendo um destas com cobertura.
RESIDENCIAL
Na área também está em fase de conclusão o Residencial José Chagas, empreendimento executado pelo Governo do Estado, de interesse social, no âmbito do programa Minha Casa, Minha Vida com contrapartida do Estado. As moradias serão destinadas às famílias que vivem em vulnerabilidade social na localidade. O Residencial José Chagas, localizado na avenida Ferreira Gullar, no bairro da Ilhinha, é composto por 256 apartamentos.
Com investimentos de cerca de R$ 20 milhões, o residencial é constituído por oito blocos de 32 apartamentos. O empreendimento vai abrigar famílias que moravam em palafitas na área que compreende o São Francisco, Ilhinha e Vila Jumento, em São Luís. Parte da demanda de famílias que serão remanejadas para o José Chagas foram cadastradas pela equipe da Secretaria Municipal de Urbanismo e Habitação (Semurh) que, com o Governo do Estado, cadastrou as famílias.
"A requalificação da Ferreira Gullar irá refletir em toda a paisagem de São Luís", afirmou a secretária de Estado das Cidades, Flávia Alexandrina. Ela enfatizou a transformação social que a obra deverá provocar entre os moradores.
A moradora da região, Eunice Serra Lima Corrêa, disse acreditar na transformação. "Espero que nossa vida fique melhor, principalmente pela questão da água. A gente está precisando melhorar", afirmou a moradora.
Prestigiaram a solenidade de assinatura de Ordem de Serviço o vice-prefeito Julio Pinheiro, os deputados estaduais eleitos Duarte Júnior e Pedro Lucas Fernandes, o deputado federal eleito Márcio Jerry e moradores da região.



O senador eleito Weverton Rocha (PDT) afirma, de pé junto, não ter nenhuma 
interferência na eleição da Federação das Associações dos Municípios do Maranhão 
(FAMEM).

As declarações vão de encontro às acusações feitas pelo prefeito Cleomar 
Tema (Tuntum), candidato à reeleição da entidade, que garante que o 
parlamentar estaria interferindo em favor do prefeito Erlânio Xavier (Igarapé Grande).

Weverton garante que sua preocupação, no momento, é assumir o mandato de 
senador pelo Maranhão, no dia 1º fevereiro, em Brasília.

"Não tenho nada a ver com isso", jura Weverton.
Fonte: Jornalista Mário Carvalho.
Dawisson Belém Lopes, professor e diretor adjunto de Relações Internacionais da UFMG.
Dawisson Belém Lopes, professor e diretor adjunto de Relações Internacionais da UFMG..

Para o professor de relações internacionais Dawisson Belém Lopes, Brasil chega ao encontro da elite financeira mundial em Davos com uma equipe de governo com discursos conflitantes. 

O presidente Jair Bolsonaro desembarcou, nesta semana, na Suíça, para apresentar sua agenda liberal de reformas e privatizações no Fórum Econômico Mundial de Davos, numa edição de forte ausência de líderes internacionais. Seu aguardado discurso de abertura do evento, no entanto, foi mais curto —apenas 8 minutos— e surperficial do que o esperado por líderes e investidores. Na avaliação de Dawisson Belém Lopes, professor e diretor adjunto de Relações Internacionais da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Bolsonaro parece não ter entendido a importância do encontro da elite financeira mundial, ao ter brindado um discurso "fraco" e desconectado das dinâmicas internacionais. Nem mesmo o tema do evento, a globalização 4.0, compareceu em sua fala de estreia.
Apesar do aparente consenso entre os dirigentes políticos que acompanham o presidente no evento, o Brasil também chegou ao encontro da elite financeira mundial com uma equipe de Governo com discursos conflitantes. Ao mesmo tempo que o superministro de Economia, o liberal Paulo Guedes, prega a adoção de uma maior abertura do país, o chanceler Ernesto Araújo defende constantemente um discurso antiglobalista. Para Lopes, enquanto as falas continuarem em rota de colisão, dificilmente se terá clareza do que de fato será implementado no Governo sob o comando de Bolsonaro, uma gestão que ainda é vista com desconfiança internacionalmente. O professor aposta, no entanto, numa maior atuação do vice-presidente Hamilton Mourão e dos militares do Governo, alinhados aos anseios liberais, na política externa, segurança internacional e defesa nacional.
Pergunta. O que o senhor achou do curto discurso de Bolsonaro em Davos?
Resposta. Foi mais do mesmo. Ele parece não ter entendido a especificidade do momento, a importância do fórum. Os americanos costumam dizer que, quando em campanha, o indivíduo vai ganhando um tom presidencial, mas até hoje Bolsonaro não parece presidente, ele continua convocando as massas, usando de recursos baratos, fáceis, como, por exemplo, falar de bolivarianos e coisas inespecíficas. Minha impressão é que ele ainda precisa ganhar postura de presidente. A audiência que estava em Davos não está de brincadeira, estamos falando de um dos fóruns mais bem frequentados do mundo e se esperava mais. As pessoas sentiram uma certa decepção, elas não conheciam Jair Bolsonaro, então, algumas delas, esperavam um indivíduo mais antenado e conectado com as dinâmicas internacionais. Ao fim e ao cabo, ele não apareceu tão à vontade em Davos. Acho que é muito eloquente a respeito disso que ele tenha sido fotografado comendo isoladamente sem ter usado a ocasião para se ter encontrado com chefes do Estado, lideranças. Foi um discurso fraco, que não deixou marca e que, inclusive, deixa uma impressão negativa.
P. E como  avalia os primeiros movimentos do Governo em relação à política exterior?
R. Ela já se apresenta como algo novo. Para usar uma metáfora que escutei de um embaixador do Governo anterior, é como se na época do PT houvesse mudança nos ingredientes para fazer o bolo, mas agora alteraram a forma do bolo. Isso gera uma incompreensão profunda e uma dificuldade de articular a corporação diplomática e os demais atores —para além do Itamaraty— que também têm papéis na produção da política externa brasileira. É algo muito novidadeiro em termos conceituais, essa política externa não se apoia nos tradicionais pressupostos de apoio ao multilateralismo ou no direito internacional. Do governo do PSDB para o PT mudaram um pouquinho a receita do bolo, mas agora há uma ruptura drástica.
P. Essa nova política internacional não parece estar em sintonia com o discurso de outras alas do Governo. Enquanto o chanceler Ernesto Araújo fala em antiglobalismo, o superministro da economia, Paulo Guedes, afirma que quer abrir os mercados. Os dois estão essa semana juntos apresentando o novo Governo na cúpula de Davos...
R. O Fórum Econômico de Davos é um evento organizado e pensado exatamente por pessoas que estão sendo hostilizadas por Bolsonaro e por assessores mais próximos, como o da presidência para assuntos internacionais [Filipe Martins] e o guru do presidente, Olavo de Carvalho. Quem está a cargo do Fórum de Davos são os globalistas. Essa é a contradição mais interessante, pessoas que acreditam em uma ordem liberal. Há de fato um desencontro entre as alas do Governo, a equipe econômica está muito à vontade com o discurso de Davos, que ecoa daqueles resorts elegantes e das elites financeiras econômicas globais. Uma fala que está em sintonia com Paulo Guedes e seus colaboradores. Ao passo que o discurso de Araújo, Bolsonaro e Martins vai em rota de colisão, em direção oposta. A verdade é que ainda não há clareza sobre qual será o desenho da formulação desse Governo, o que de fato será implementado.
P. Bolsonaro fez seu debut internacional nesta semana e o vice Hamilton Mourão assumiu, pela primeira vez, a Presidência por uns dias. Qual acredita que será o papel do general da reserva?
R. Assim que foram anunciados os nomes do primeiro escalão do Bolsonaro, alguns analistas cogitaram que haveria três núcleos principais no Governo: um nacionalista religioso, onde está inserido Ernesto Araújo, um núcleo econômico, protagonizado por Paulo Guedes, e um núcleo militar, com os militares que também são nacionalistas, de alta patente e com experiência internacional, muitos deles participaram de missões da ONU. Não estamos lidando com militares xucros. São pessoas que têm rodagem e também ficam à vontade nesses salões internacionais. São cosmopolitas e, assim como os economistas, também globalistas. Entre esses três núcleos, eu diria que apenas um deles tem capacidade institucional, coerência, coesão interna e respaldo popular hoje alto: os militares. Na história do Brasil, eles têm participado de momentos críticos e capitais e mostrado capacidade de agir de forma coordenada. Tenho dúvida se o núcleo religioso, nacionalista e antiglobalista consegue se organizar e articular e produzir coisa efetivas. Também tenho dúvida sobre o núcleo econômico financeiro. Não sei se eles estão tão afinados. Os militares, por outro lado, são uma corporação. Eu tendo a achar que aquela imagem que se formou que haveria três núcleos medindo força é ilusória e aparente. A verdade é que tem apenas um núcleo duro forte com capacidade de agência que são os militares e outros são mais frágeis. O Mourão claramente tem uma agenda e desejo de implementar ações que não vão nessa onda antiglobalista. Os militares terão papel de esteio, de uma reserva, quando a coisa começar a sair um pouco do trilho, eles vão puxar o freio de mão.
P. O senhor avalia que Mourão tem mais chances de assumir as decisões no âmbito da política exterior? Diferentemente de outros vices, ele terá um papel de maior protagonismo?
R. Acho que sim, ele está em condições melhores de ação nas questões críticas. Particularmente nos assuntos de política externa, segurança internacional e defesa nacional, eu vislumbro um vice-presidente bastante atuante. O Ernesto pode fazer mil discursos, pode inventar conceitos, escrever no blog dele, mas, para as questões capitais do Estado brasileiro, entendo que Mourão, Augusto Heleno, Santos Cruz [ministro da Secretaria de Governo] e o primeiro escalão militar do Governo irão prevalecer. Mourão deve, inclusive, fazer a defesa de um papel mais protagônico para a China na política externa. O vice parece mais consciente que o país asiático é responsável por 28% do nosso mercado exterior e de que a China precisa estar mais presente do que o Bolsonaro dava a entender na campanha. O presidente usava um discurso xenofóbico. "Chinês não vai comprar terra aqui não". A realidade, no entanto, é que hoje você não governa sem o capital chinês.
P. Bolsonaro tem tentando seguir os passos de Donald Trump em alguns temas. Um modelo "trumpista" de Governo tem alguma chance de funcionar no Brasil atual?
R. Não cabe, esse é um contrabando acrítico e fadado a dar errado. Essa aproximação de Israel, que pode ser vista como um alinhamento aos EUA, pode ser um erro... As relações de Brasil com Israel são boas historicamente, mas na tensão que se estabelece entre israelenses e a comunidade árabe, o Brasil esteve sempre mais próximo do mundo árabe, da comunidade islamizada. Agora vemos outra mudança radical de discurso: de distanciamento dos árabes e uma aproximação meio sem precedente e sem ter porquê de Israel. Se apoiam em argumentos do modelo de dessalinização, da tecnologia militar de Israel como argumento. O Mourão deixa muito claro, em entrevista à revista Época [ em janeiro], que está contrário a esta aproximação. Ele até brinca: "Agora todos vamos ter que bater palma pra Israel? Todo mundo vai ter que gostar de Israel e dos EUA?". Essa fala aponta para um questionamento importante de por que objetivamente e estrategicamente o Brasil está fazendo isso. Acho que essa interpelação os militares vão fazer.
P. O que está em jogo nessa aproximação proposta por Bolsonaro?
R. A estimativa conservadora que é feita é de que, se o Brasil de fato mudar sua embaixada para Jerusalém, poderemos ter perdas por força de algum tipo de boicote da Liga Árabe de cerca de 15 bilhões de dólares por ano. E o Brasil não está em condições de perder essa quantia.
P. Quais as chances dessa transferência da embaixada não acontecer de fato?
R. Já não está acontecendo tão rapidamente. O general Santos Cruz [Carlos Alberto], mesmo fez uma ressalva que é necessário esperar com calma. Eu não tenho essa convicção toda que isso sairá. Se o vice-presidente se opõe publicamente para a grande imprensa é difícil acreditar que o general será atropelado nessa questão, eu não apostaria nisso não. É preciso enfatizar que essa escolha por Israel também prejudica os foros internacionais. Para essa nova política antiglobalista isso pode não significar muita coisa. Note, entretanto, que isso gera um isolamento do Brasil que já se traduziu, por exemplo, na baixa presença de chefe de Estados na posse de Bolsonaro. Quando você provoca os árabes, você está provocando um bloco de 60 países, multilateralmente isso já é muito ruim. O Brasil já sai perdendo pois ganha antipatia de 60 países num mundo de 200. São muitas coisas envolvidas, perdas econômicas, perdas do ponto de vista político-diplomático. Isso ainda não está muito dimensionado pela equipe, digamos, religiosa nacionalista de Ernesto Araújo.
P. A recusa do Brasil em sediar a Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), a COP25, e a retirada do país do Pacto Global para Migração também impactam na imagem do Brasil internacionalmente?
R. É inevitável que o Brasil seja, no discurso internacional, associado a outros governos e regimes não liberais e isso já está acontecendo. Na mídia internacional, o país vem sendo associado a Viktor Orbán, na Hungria, a Rodrigo Duterte, nas Filipinas, ao atual presidente da Polônia... Isso não é bom, significa danos à reputação brasileira. São referências de um conjunto de líderes que são ostensivamente contrários a essa fórmula liberal, em certo sentido, de lidar com as relações internacionais. E essa é a fórmula vencedora da segunda guerra mundial. Quando os aliados venceram, EUA, Reino Unido, França, União Soviética, isso foi um símbolo, um marco muito forte de certa intolerância ao que chegasse próximo ao fascismo e o nazismo. Foi nesta época que se criou a maioria das instituições globalistas (ONU, FMI, Banco Mundial…) Na medida que Bolsonaro se associa a esse grupo de novos governantes que não têm crenças liberais tão fortes isso traz danos reputacionais para o Brasil, já que eles põe em xeque as instituições criadas no pós-guerra. O país acaba ficando para escanteio. O meio ambiente e as migrações são parte desses temas caros ao consenso liberal, e o Brasil está desafiando com uma atitude que não condiz ao que se espera dele.
P. Quais são as consequências que o senhor vislumbra para a nova postura do Brasil?
R. O Brasil vai perder voz nas instituições internacionais e atualmente ele possui uma presença forte nestes organismos. Hoje o país está entre os dez do mundo em presença nas chefias de organismo internacionais, isso evidentemente gera capacidade de moldar a ordem das relações internacionais, ele vai perder isso. De ser um ator com alguma relevância no cenário global. Isso pode também ser reverter em perdas no comércio e turismo. O Brasil não pode desprezar as dinâmicas da indústria e do mercado externo. Mas estão tratando essa atividade econômica com um certo simplismo. A nova postura do Brasil pode gerar perdas na economia. Ele pode se isolar do mundo.








Imagem do filme ‘Roma’.
Imagem do filme ‘Roma’. AP; 

Protagonista de ‘Roma’ é indicada ao prêmio de melhor atriz, a primeira a uma mexicana em 17 anos.

Originária de uma terra agreste, Yalitza Aparicio se tornou uma celebridade inesperada. A protagonista de Roma somou um novo marco à sua carreira na manhã desta terça-feira, ao ser indicada ao Oscar de melhor atriz por seu papel como a empregada doméstica Cleo no longa dirigido por Alfonso Cuarón. O feito amplia a drástica transformação vivida em poucos meses por essa professora rural nascida no Estado de Oaxaca (sul). Aparicio, que nunca antes havia parado diante de uma câmera de cinema, disputa a mais cobiçada categoria feminina com Glenn Close, Olivia Coleman, Lady Gaga e Melissa McCarthy. É a primeira vez que uma mexicana aparece nessa lista desde 2002, quando Salma Hayek foi indicada por Frida.
Os membros do PR com Othelino Neto: consolidando a reeleição na Assembleia.


A bancada do Partido da República (PR) na Assembleia Legislativa fechou questão pelo apoio à reeleição do presidente da Casa, Othelino Neto.
Compõem a bancada do PR na Assembleia os deputados estaduais Vinícius Louro, Detinha, Hélio Soares e Leonardo Sá, que, embora eleito pelo PRTB, deve se transferir para o PR, já que sua legenda não superou a cláusula de barreira.
Othelino Neto decidiu intensificar as articulações finais para sua reeleição, nbo dia 1º de fevereiro.
Ele deve ser aclamado pelos 41 colegas…

Remanescente do PSDB, após derrota do partido nas urnas de outubro, senador maranhense deve se alinhar ao projeto do governador de São Paulo, João Dória, que pretende dar o apoio tucano ao novo presidente. 


Roberto Rocha com Flávio Bolsonaro: alinhamento no Senado. 
Embora sem nenhum movimento oficial que indique seu caminho político no Senado a partir de fevereiro, o senador maranhense Roberto Rocha (PSDB) deve mesmo se alinhar ao governo Jair Bolsonaro (PSL).
Candidato a governador em 2018, Rocha viu seu partido ser derrotado nas urnas e ter sua importância política diminuída no país.
Agora, sob a liderança do governador de São Paulo, João Dória, o PSDB busca recuperar sua força política – inclusive com a possibilidade de disputar o comando do Senado.
Para Roberto Rocha, é natural o alinhamento a Jair Bolsonaro, sobretudo pelo fato de o presidente ser adversário político do governador maranhense Flávio Dino (PCdoB).
A aproximação do tucano com os principais membros do governo bolsonarista é uma indicação de como será seu posicionamento no Senado. (Veja foto acima)
Que a partir de fevereiro começa a ficar mais claro… Blog do Marcos D'Eça.




Fortalecimento as políticas municipais voltadas à pessoa idosa em São Luís, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior entregou ao Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa (CMDI), na manhã desta segunda-feira (21), equipamentos fundamentais para o desenvolvimento do trabalho realizado pelo órgão. Além de um veículo Citroen Air Cross, foram entregues mobiliário para escritório e equipamentos de informática obtidos em parceria com o Governo Federal. Na ocasião, o prefeito anunciou a implantação do primeiro abrigo municipal para acolhimento de idosos na capital, previsto para ser inaugurado ainda este ano.
“A criação do abrigo será mais uma iniciativa planejada e executada por nossa gestão, como parte da política de valorização da pessoa idosa em nossa cidade. Isso denota o cuidado e o respeito com que temos tratado as questões relativas ao bem-estar dos idosos, para que vivam com mais dignidade. Para isso, temos desenvolvido um trabalho muito bem articulado com as instituições e órgãos de apoio a esse público, o que nos tem possibilitado instrumentalizar melhor o trabalho dessa rede de apoio e avançar significativamente na área. E com a criação da nova instituição de longa permanência para acolhermos e abrigarmos idosos em situação de vulnerabilidade e abandono daremos mais um grande passo em nossa política em atenção a esse público”, afirmou o prefeito Edivaldo.
Entre os equipamentos entregues ao Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa estão um veículo Citroen Air Cross, três mesas estações de trabalho, mesa de reunião, TV LED de 50 polegadas para apresentações e videoconferências, armário para escritório, cadeiras para espera (duas longarinas para três lugares), três computadores com webcams, copiadora multifuncional e um bebedouro. A entrega dos equipamentos visa melhorar aparelhar e reforçar o trabalho do CMDI em São Luís.
A instituição de longa permanência que será criada terá capacidade para atender 30 idosos. “Será a primeira unidade exclusiva para acolhimento institucional para a pessoa idosa de São Luís, mantida pelo município. A iniciativa tem a determinação e orientação do prefeito Edivaldo, que não tem medido esforços para garantir a essa pessoa melhor qualidade de vida, saúde e bem-estar social e emocional”, ressaltou a secretária Andréia Lauande. Ainda conforme a secretária, os recursos para a criação da Instituição de Longa Permanência foram captados junto à Fundação Você, através do Fundo Municipal da Pessoa Idosa.
O Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa, em São Luís, foi regulamentado pela Lei 3.397/95. Possui funções deliberativas, normativas, controladoras, fiscalizadoras e consultivas no que diz respeito à Política Municipal do Idoso. Entre suas competências consta a formulação de denúncias sobre discriminação da pessoa idosa e proposta de planos, programas e projetos relacionados à questão do idoso.


O senador eleito Weverton Rocha (PDT), em visita ao presidente da Câmara Municipal de São Luís, vereador  Osmar Filho (PDT), nesta segunda-feira (21), reafirmou seu compromisso de, no Senado Federal, estar alinhado com os interesses da cidade.

“O nosso mandato no Senado Federal será municipalista, construído no diálogo constante com os prefeitos e com as câmaras de vereadores e, é claro, de mão dadas com o governador Flávio Dino e com seus representantes, para que a gente possa ajudar nas dificuldades que os municípios e, consequentemente a nossa população enfrenta”, afirmou. Ele ressaltou que o Senado Federal é a representação do estado, mas que deve também levar em consideração os  municípios, porque, na verdade, segundo suas convicções, são onde as coisas acontecem.

Durante a visita foram discutidos diversos projetos para a cidade, além de temas como o fortalecimento do municipalismo, revisão do pacto federativo e o estreitamento da relação entre a Câmara de Vereadores e bancada federal.

“Sobretudo neste de dificuldades que o país atravessa, é muito importante estabelecer parcerias institucionais, para que estas possam convergir em torno de um objetivo. “No momento que o senador eleito se dispõe a vir à Câmara de Vereadores para que possamos iniciar debates de temas importantes para a cidade, dá sinais de que será um grande parceiro de São Luís e desta Casa. Assim cada um poderá dar a sua contribuição por uma cidade melhor”, ressaltou o presidente do Legislativo Municipal.

Também estiveram presentes os vereadores Pavão Filho (PDT), Paulo Victor (PROS), Chico Carvalho (PSL), Aldir Júnior (PR), Beto Castro (PROS), Chaguinha (PP) e Raimundo Penha (PDT).
Blog do Jorge Vieira

Operação Intocáveis busca miliciano que tinha mãe e mulher lotadas no gabinete do então deputado estadual. Filho de presidente diz que nomeações foram feitas por Queiroz. 


Flávio Bolsonaro ao lado do pai.

Raimunda Veras Magalhães e Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega. As duas mulheres são o elo entre o senador eleito Flávio Bolsonaro e o grupo miliciano Escritório do Crime, um dos mais poderosos do Rio. O grupo é também suspeito de envolvimento no assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, em 14 de março de 2018. Segundo o jornal O Globo, Raimunda e Danielle são, respectivamente, mãe e mulher do capitão Adriano Magalhães da Nóbrega, vulgo Gordinho, tido pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como uma das lideranças do Escritório do Crime. As duas foram lotadas no gabinete do então deputado estadual Flávio na Assembleia Legislativa do Rio, mas o filho do presidente diz não ter sido responsável pelas nomeações. 
Adriano, que está foragido, foi um dos alvos da Operação Intocáveis, realizada nesta terça-feira por uma força-tarefa da Polícia Civil e do Ministério Público. Foram presos cinco suspeitos de integrar a milícia que agia nas comunidades de Rio das Pedras e Muzema. Além do suposto envolvimento no assassinato de Marielle e Anderson, o grupo é acusado de extorsão de moradores e comerciantes, agiotagem, pagamento de propina e grilagem de terras.
Entre os detidos esta o major da Polícia Militar Ronald Paulo Alves Pereira, vulgo Tartaruga, que irá a júri popular no caso da chacina da Via Show, ocorrida em 2003. Apesar disso, em 2004 o deputado Flávio Bolsonaro propôs uma “menção de louvor e congratulações” ao então capitão Pereira. Adriano também foi homenageado. Tanto Ronald como Adriano foram ouvidos em 2018 pela Delegacia de Homicídios como parte das investigações caso Marielle.
Apesar do foco da ação desta terça ser o combate às milícias, a operação deve desgastar ainda mais o primogênito do clã Bolsonaro no caso Queiroz. Isso porque, além do parentesco com um suspeito do envolvimento na morte de Marielle e Anderson, Raimunda é mencionada no relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras como sendo responsável por parte dos depósitos feitos na conta do ex-motorista Fabrício Queiroz. Ela e Danielle foram exoneradas do gabinete de Flávio em 13 de novembro, segundo consta no Diário Oficial.
Em nota, Flávio afirmou ser "vítima de uma campanha difamatória com o objetivo de atingir o Governo de Jair Bolsonaro". Segundo ele, "a funcionária que aparece no relatório do Coaf foi contratada por indicação do ex-assessor Fabrício Queiroz". De acordo com o senador, ele não pode "ser responsabilizado pro atos que desconheço".
Não é a primeira vez que o clã Bolsonaro se vê envolvido na discussão sobre milícias. Em 2008, época em que ainda era deputado federal, Jair chegou a defender a atuação destes grupos criminosos no plenário da Câmara. "Existe miliciano que não tem nada a ver com 'gatonet' e venda de gás. Como ele ganha 850 reais por mês, que é quanto ganha um soldado da PM ou do bombeiro, e tem a sua própria arma, ele organiza a segurança na sua comunidade", afirmou. Em outra ocasião, naquele mesmo ano, o capitão da reserva foi ainda mais direto: “Elas oferecem segurança e, desta forma, conseguem manter a ordem e a disciplina nas comunidades. É o que se chama de milícia. O governo deveria apoiá-las, já que não consegue combater os traficantes de drogas".
Queiroz é citado no relatório do Coaf após ter sido identificada uma movimentação atípica no valor de 1,2 milhão de reais em sua conta entre 2016 e 2017, valor incompatível com seus vencimentos de assessor parlamentar segundo o órgão. De acordo com ele, o valor seria fruto de operações de compra e venda de carros usados. Depois que o caso veio à tona, o ex-motorista de Flávio desapareceu. Segundo o colunista do Globo, Lauro Jardim, ele ficou abrigado por duas semanas em uma casa na comunidade Rio das Pedras, onde a milícia alvo da Operação Intocáveis agia.
Nos últimos dias documentos do Coaf divulgados pelo Jornal Nacional apontam que Flávio realizou um pagamento milionário de título bancário, além de ter recebido 96.000 reais pagos em espécie, em vários depósitos de 2.000 reais. Ele afirma que o título é referente ao pagamento de um imóvel adquirido na planta, e que os depósitos são fruto da venda de um apartamento - o comprador, Flávio Guerra, confirma a compra. Segundo ele, a opção por realizar vários depósitos no caixa eletrônico foi feita para evitar "pegar fila" na agência bancária.
A reportagem não conseguiu entrar em contato com a defesa dos acusados.

Entre eles está o Sulfoxaflor, que já foi acusado de exterminar as abelhas nos EUA.

A liberação desse produto ocorreu nos últimos dias do ano passado. 

A substância Sulfoxaflor causou polêmicas e chegou a ser proibida nos Estados UnidosA substância Sulfoxaflor causou polêmicas e chegou a ser proibida nos Estados Unidos PIXABAY. 
Quarenta novos produtos comerciais com agrotóxicos receberam permissão para chegar ao mercado nos próximos dias. O Ministério da Agricultura publicou no Diário Oficial da União de 10 de janeiro o registro de 28 agrotóxicos e princípios ativos. Entre eles um aditivo inédito, o Sulfoxaflor, que já causa polêmica nos Estados Unidos. Os outros são velhos conhecidos do agricultor brasileiro, mas que agora passam a ser produzidos por mais empresas e até utilizados em novas culturas, entre elas a de alimentos.
Na edição desta sexta-feira (18/1) do Diário Oficial, a Coordenação-Geral de Agrotóxicos e Afins do Ministério Agricultura publicou lista com mais 131 pedidos de registro de agrotóxicos solicitados nos últimos três meses de 2018. Eles ainda passarão por avaliações técnicas de três órgãos do governo.
Especialistas ouvidos pela reportagem apontam uma aceleração na permissão de novos registros, que estaria em “nível desenfreado”.
As autorizações publicadas em 10 de janeiro foram aprovadas no ano passado, ainda durante o governo de Michel Temer (MDB). Nas duas primeiras semanas do Governo Bolsonaro, mais 12 produtos receberam registro para serem comercializados, segundo apuraram a Agência Pública e a Repórter Brasil. A aprovação sairá no Diário Oficial nos próximos dias, diz o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Em 2018, Brasil bateu recorde de aprovações de novos agrotóxicos
Dos 28 produtos já publicados, um é considerado extremamente tóxico, o Metomil, ingrediente ativo usado em agrotóxicos indicados para culturas como algodão, batata, soja, couve e milho. Além dele, quatro foram classificados como altamente tóxicos. Quase todos são perigosos para o meio ambiente, segundo a classificação oficial. Quatorze são “muito perigosos” ao meio ambiente, e 12, considerados “perigosos”.
Os mais tóxicos são o Metomil e o Imazetapir, o qual foi emitido registro para quatro empresas. Eles são princípios ativos, ou seja, ingredientes para a produção de agrotóxicos que serão vendidos aos produtores rurais.
Apenas três fazem parte do grupo de baixa toxicidade, o menor nível da classificação toxicológica: o Bio-Imune, Paclobutrazol 250 e o Excellence Mig-66, indicados para culturas de manga e até mesmo para a agricultura orgânica.
Segundo o Ministério da Agricultura, os produtos não trazem riscos se usados corretamente. “Desde que utilizado de acordo com as recomendações da bula, dentro das boas práticas agrícolas e com o equipamento de proteção individual, a utilização é completamente segura”, afirmou a assessoria de imprensa do órgão.

Dos 28 produtos com o registro publicado na última semana, 18 são princípios ativos e serão usados na produção de outros defensivos agrícolas. Vinte e um deles são fabricados na China, país que vem se consolidando como um dos maiores produtores, exportadores e usuários de agrotóxicos do mundo.
No ano passado, 450 agrotóxicos foram registrados no Brasil, um recorde histórico. Destes, apenas 52 são de baixa toxicidade.

Sulfoxaflor ligado ao extermínio de abelhas

Um produto polêmico fora do país é o Sulfoxaflor, aprovado nos últimos dias do Governo Temer, em 28 de dezembro, o único novo químico entre os 40 que tiveram o registro publicado.
Maioria dos químicos já estava liberada no mercado, mas agora pode ser vendida por novas empresas
O responsável pelo registro é a Dow AgroSciences, que faz parte da gigante americana Dow Chemical Company. O produto entrou em circulação nos EUA em 2013. Dois anos depois, organizações defensoras de polinizadores levaram ao Tribunal de Apelações de São Francisco a denúncia de que o uso do pesticida estaria ligado ao extermínio de abelhas. Eles solicitaram revisão da permissão de comercialização.
“O tribunal considerou que o registro não era apoiado por evidências que demonstrassem que o produto não era prejudicial às abelhas, e por isso retiraram o registro”, relata a decisão da Agência de Proteção Ambiental Americana (EPA). Em setembro daquele ano, o registro de todos os produtos à base de Sulfoxaflor nos Estados Unidos foram cancelados devido ao potencial extermínio de abelhas.
No ano seguinte, a agência americana deferiu uma nova licença para o produto, mas com ressalvas. “O Sulfoxaflor terá agora menos usos e requisitos adicionais que protegerão as abelhas. A EPA tomou essa decisão após uma análise cuidadosa dos comentários do público e do apoio científico”, informou a agência. A partir daí, o produto passou a ser proibido para culturas de sementes e só pode ser utilizado em plantações que atraem abelhas após a época do florescimento. Entre elas estão uva, tomate, pimenta, batata, feijão e cranberry.
As avaliações da Anvisa e do Ibama classificaram o Sulfoxaflor como medianamente tóxico e perigoso ao meio ambiente. É usado como ativo para agrotóxicos eficazes contra pragas de insetos que se alimentam de seiva da planta. Foi indicado para culturas de algodão, soja, citros, nozes, uvas, batatas, legumes e morangos.
A Dow AgroSciences abriu a solicitação de registro em 28 de junho de 2013, mas a aprovação do projeto só se apressou no fim de 2018. “A Anvisa convocou consulta pública para o produto no fim de novembro, que durou curtíssimo tempo. Com isso, debateu-se pouco um ativo que nos Estados Unidos chegou a ser proibido por um tempo”, explica Karen Friedrich, membro do grupo temático de saúde e meio ambiente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco).
A Anvisa abriu a consulta pública durante 30 dias em 23 de novembro de 2018. O deferimento do registro pelos três órgãos ocorreu 35 dias depois.

Proibidos fora do país

Dos 40 registros aprovados no Brasil, 11 não são permitidos na União Europeia. Um deles é o Fipronil, inseticida que age nas células nervosas dos insetos e, além de utilizado contra pragas em culturas de maçã e girassol, é usado até mesmo em coleiras antipulgas de animais domésticos. O produto é proibido em países europeus como a França, desde 2004, também acusado de dizimar enxames de abelhas. É permitido no Brasil e, segundo o registro publicado no Diário Oficial, classificado como medianamente tóxico e muito perigoso ao meio ambiente. Ele é legalizado e indicado para culturas de algodão, arroz, cevada, feijão, milho, pastagens, soja e trigo.
A importância da preservação das abelhas é a relação direta entre a vida dos insetos e da humanidade. Na busca por pólen, elas polinizam plantações de frutas, legumes e grãos. “Na França, os apiários registravam morte de cerca de 40% das abelhas, a partir daí países da Europa começaram a proibir o Fipronil, que continua permitido no Brasil mesmo após sofrermos impactos semelhantes”, explica Murilo Souza, professor de recursos naturais do Cerrado na Universidade Estadual de Goiás.
Produtos à base de Imazetapir, herbicida aplicado por pulverização em culturas como a da soja, também são proibidos na União Europeia desde 2004. Quatro deles tiveram registro deferido por aqui. O Diquate, que está entre os ativos aprovados no Brasil na última semana, teve registro cassado na União Europeia no fim de 2018 após comissão de avaliação ter identificado alto risco para trabalhadores e residentes de áreas próximas à aplicação do produto, além de risco para aves.
O Sulfentrazona foi banido em toda a União Europeia em 2009 e nunca chegou às mesas do continente. Já no Brasil, o registro foi deferido no fim do ano para as empresas brasileiras Tradecorp, Rotam e da Nortox — todas têm indústrias na China como endereço de fabricante. E neste ano, mais três permissões, agora para as empresas brasileiras Ihara, Allierbrasil e Helm.

Pressão para aprovar rápido

Antes de chegar ao mercado, a substância precisa passar por avaliação do Ministério da Agricultura, Ibama e da Anvisa. Os órgãos fazem diversos testes para medir, por exemplo, o grau toxicológico e o potencial de periculosidade ambiental.
O prazo de avaliação de registro pode chegar a cinco anos, mas vem se tornando mais rápido. De acordo com o Ibama, a diminuição dos períodos de avaliação ocorre “devido ao aperfeiçoamento de procedimentos e incorporação de novos recursos de tecnologia de informação”, segundo a assessoria do órgão.
Já no Ministério da Agricultura, a aprovação mais rápida se deve a uma nova política que prioriza os produtos de baixa toxicidade, que contêm organismos biológicos, microbiológicos, bioquímicos, semioquímicos ou extratos vegetais. Para estes, o tempo médio total entre o pedido de registro e a conclusão do processo varia de três a seis meses. O que explica a rápida aprovação do Bio-Imune e do Excellence Mig-66.
O longo prazo de avaliação do registro é uma das principais críticas dos ruralistas, que apostam no Projeto de Lei 6.299/2002 para acelerar a liberação das substâncias. Conhecido pelos opositores como “PL do Veneno”, uma das medidas previstas pelo texto é que, caso o período de análise do químico passe de dois anos, o produto ganha o registro automaticamente.
No momento, o Ministério da Agricultura, a Anvisa e o Ibama estão avaliando o pedido de registro de mais 1.345 agrotóxicos e ingredientes ativos. Grande parte das empresas que querem vender esses produtos no Brasil é do exterior, como Estados Unidos, Alemanha e, principalmente, a China.

Como “farmácias em cada quadra”

Dos 40 produtos autorizados, 39 são ingredientes ativos ou pesticidas já permitidos no país. O pedido de registro de um produto anteriormente liberado é comum, segundo quatro especialistas consultados pela reportagem. “A partir do momento que as empresas produtoras iniciais perdem a patente, as demais começam a solicitar registro para usar esses ingredientes ativos e produzir novos produtos agrícolas”, explica Murilo Souza, da Universidade Estadual de Goiás.
Para Leonardo Melgarejo, vice-presidente da regional sul da Associação Brasileira de Agroecologia, a aprovação dos registros está em ritmo “desenfreado”. “Temos aprovadas variações sobre o mesmo item. Não precisamos de todos os produtos comerciais para uma mesma finalidade. Estamos chegando perto do lance da ‘automedicação’, com duas farmácias em cada quadra, todas vendendo variantes das mesmas drogas”, afirma.
Para o professor Murilo Souza, é surpreendente a rapidez com que as aprovações vêm ocorrendo. Ele critica também o fato de que produtos originalmente aprovados para determinada cultura sejam liberados para outras. “A maioria dos produtos são testados apenas em plantações de grande escala, como soja, algodão e cana de açúcar. Poucas pesquisas são feitas para entender os impactos nas culturas menores”, explica.