O uso da força militar é uma das opções na disposição dos Estados Unidos para resolver a crise nuclear ameaçadora da Coreia do Norte, mas não é inevitável, disse o presidente Donald Trump durante uma conferência de imprensa conjunta com Emir do Kuwait Sheikh Sabah al-Ahmad al-Sabah nesta quinta-feira.

US President Donald Trump delivers a speech during Arab-Islamic-American Summit in Riyadh, Saudi Arabia May 21, 2017.

A ação militar certamente seria uma opção", disse Trump, respondendo a uma pergunta sobre o curso de ação dos EUA em relação à Coreia do Norte. "Mas nada é inevitável. Seria ótimo se algo mais pudesse ser resolvido".
Trump enfatizou que ele preferiria "trabalhar alguma outra coisa" para resolver a crise.
No domingo, a Coreia do Norte anunciou que testou com sucesso uma bomba de hidrogênio que poderia ser carregada em um míssil balístico intercontinental (ICBM, na sigla em inglês).
Os EUA iniciaram quarta-feira um projeto de resolução entre os membros do Conselho de Segurança da ONU que procuram impor um embargo de petróleo à Coreia do Norte e congelar os ativos do líder norte-coreano Kim Jong-un.
Os EUA pretendem apresentar a resolução de votação no Conselho de Segurança da ONU em 11 de setembro.
Trump afirmou repetidamente que a sua administração continua a considerar todas as opções para resolver a questão da Coreia do Norte. No entanto, ele observou que a ação militar não seria sua primeira escolha para abordar as ambições nucleares de Pyongyang.
Paz entre Israel e Palestina
Trump falou sobre outros assuntos durante a coletiva desta quinta-feira. O presidente dos EUA disse que a paz no Oriente Médio é possível porque os israelenses e os palestinos estão interessados em resolver o conflito.
"Eu acho que temos a chance de fazê-lo", disse Trump sobre alcançar a paz na região. "Eu acho que tanto os palestinos quanto os israelenses gostariam de ver isso acontecer". Trump ressaltou que as relações dos EUA com Israel e Palestina podem promover conversações de paz.

Os palestinos procuram reconhecimento diplomático para o seu Estado nos territórios da Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, que é parcialmente ocupada por Israel, juntamente com a Faixa de Gaza. O governo israelense se recusa a reconhecer a Palestina como uma entidade política e diplomática independente, construindo assentamentos nas áreas ocupadas, apesar das objeções da comunidade internacional.
Tanto durante sua campanha presidencial quanto depois de se tornarem presidente, Trump prometeu tomar medidas para resolver o conflito entre Israel e a Palestina.
Fim da crise no Qatar
Em outra frente, o republicano se disse disposto a mediar a situação no Golfo Pérsico, no caso da crise diplomática de países da região com o Qatar não for resolvida em breve. "Eu acredito que vamos resolvê-lo. Se não o resolvermos, eu serei um mediador aqui mesmo na Casa Branca", disse Trump.
O Kuwait já atua como mediador na crise entre o Catar e outros Estados árabes. No início de junho, a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Bahrein, o Egito e vários outros Estados interromperam as relações diplomáticas com o Qatar, acusando o país de apoiar o terrorismo e interferir nos seus assuntos internos.
Iniciada desde o primeiro dia deste mês, a programação festiva organizada pela Prefeitura de São Luís em parceria com o Governo do Estado em comemoração ao aniversário da cidade, celebrado nesta sexta-feira (8), será pontuada por grandes shows e apresentações especiais em diversos espaços públicos da capital. Com o tema "São Luís 405 anos: presente todos os dias", a programação festiva prossegue até sábado (9), quando passarão pelos palcos os mais diversos ritmos, grupos culturais e artistas de renome local e nacional.
O ponto alto da programação será o show "Louvação a São Luís", espetáculo que celebra o aniversário da cidade e acontece no sábado na Praça Maria Aragão às 19h. O show terá a participação do grupo chorinho Chorando Calado, Criolina, Carlos Gomes, César Teixeira, Flávia Bittencourt, Rosa Reis, Fernando de Carvalho, Kadu Ribeiro, Grupo 1,2,3 (Camila Bouer, Mila Camões e Tássia Campos), Mano Borges e Grupo Lamparina. 
Também é esperado grande público os shows "Glórias", "Terra de Adoração" e "Samba da Bênção", todos na sexta (8), o primeiro com início às 17h e o segundo às 19h30. Nesta mesma noite, os amantes da mais genuína manifestação cultural do Maranhão vão poder apreciar o 2° Festival de Bumba Meu Boi Sotaque da Baixada, a partir das 19h, no Ceprama. O fechamento será com o espetáculo artístico "Louvação a São Luís", no sábado (9).
"Os shows vem enaltecer a cultura e celebrar o aniversário de São Luís, abrilhantando a nossa programação que envolve um público de todas as idades. Os ludovicenses e visitantes vão poder apreciar apresentações que ressaltarão o caráter religioso e também festivo da festa que é para todos nós", ressaltou o secretário municipal de cultura, Marlon Botão.
O espetáculo musical com Pe. Cleidimar Moreira e Clay Viana trará toda a força do movimento de Renovação Carismática Católica ao show "Glórias", a partir das 17h, na Praça Maria Aragão. Em seguida, sobem ao palco da praça grandes nomes da música gospel nacional, como os cantores Bruna Karla e Maurício Paes, com participação dos artistas locais Thiago Lucas e Carlos Alfredo, no show "Terra de Adoração", a partir das 19h30.
Ainda na sexta-feira (8), ocorre o 2° Festival de Bumba Meu Boi Sotaque da Baixada, a partir das 19h, no Ceprama. Participam do festival os grupos União da Baixada, Novo Boi de Viana, Boi de Penalva do Bairro de Fátima, Boi Unidos da Baixada João de Deus, Boi de Santa Luzia, Boi Original, Boi Oriente, Boi Brilho do São Francisco, Boi de Santa Fé, Boi Unidos de São Bento, Boi Rosa de Saron e Boi Linda Joia Jacarei Monção.
DIVERSIDADE
Além dos shows musicais e apresentações culturais, a programação "São Luís 405 anos: presente todos os dias" desenvolve ainda uma série de outras atividades contemplando temas que enveredam pela diversidade cultural da Ilha, por meio de rodas de conversas com temas relativos à cultura popular ludovicense, aos ritos e lendas, às artes visuais, à arquitetura, entre outros aspectos.
Marcado para encerrar as festividades da semana em celebração ao aniversário de São Luís, o espetáculo musical "Louvação a São Luís" contará com a participação do Criolina (Alê Muniz e Luciana Simões), César Teixeira, Flávia Bittencourt, Rosa Reis, Fernando de Carvalho, Kadu Ribeiro, Grupo 1,2,3 (Camila Boueri, Mila Camões e Tássia Campos); Mano Borges e Grupo Lamparina. O show acontece na Praça Maria Aragão, a partir das 19h do sábado (9).

Uma das mais tradicionais escolas da rede pública do Estado, a Escola Modelo – Benedito Leite, no Centro, foi entregue na tarde desta terça-feira (6), à comunidade estudantil toda reformada e revitalizada. A solenidade de reinauguração contou com presença do governador Flávio Dino e do vice-prefeito de São Luís, Julio Pinheiro, que representou o prefeito Edivaldo. O governador destacou que esta é uma das obras do pacote em comemoração aos 405 anos de São Luís, que aniversaria dia 8 deste mês.
Flávio Dino enfatizou que há um conjunto de fatores contribuintes para a qualidade da educação e a infraestrutura é um destes importantes elementos. "Essa escola simboliza a cidade de São Luís e estamos muito alegres em poder entregar esta grande obra à cidade, beneficiando alunos, professores e toda a comunidade escolar. Terão agora a dignidade merecida, à altura da história desta escola, para a educação e para o povo do Maranhão", enfatizou o governador.
Representando o prefeito Edivaldo, o vice-prefeito Julio Pinheiro parabenizou o Governo do Estado pela obra e pontuou a importância do projeto de recuperação para a educação maranhense. "Esta escola é centenária, a segunda mais antiga do estado e um ícone da educação para a comunidade estudantil", enfatizou o vice-prefeito.
SECULAR
Na avaliação do secretário de Estado de Educação (Seduc), Felipe Camarão, a escola secular merecia há muito tempo esta revitalização. "Uma recuperação que foi concretizada pelo governador Flávio Dino, por meio do programa Escola Digna e fazendo desta, uma unidade digna para estudantes, professores e servidores. O governador tem priorizado a educação e está recuperando todas as escolas da rede", enfatizou o secretário.
O secretário de Estado de Infraestrutura (Sinfra), Clayton Noleto, destacou a importância da obra para a cidade e o Maranhão. "O que foi feito aqui é um resgate da história e fortalecimento da educação. Que os professores, alunos e todos possam aproveitar esse novo prédio com toda a estrutura, adequada a um ensino mais digno. Quem ganha é a população".
Governador, vice-prefeito e comitiva de autoridades visitaram as novas instalações da Escola Modelo. A unidade ficou décadas sem receber cuidados e teve que ser esvaziada para que os alunos não corressem risco. Agora recuperada, a escola recebe novamente os mais de 800 estudantes matriculados, que tinham sido remanejados para outro prédio.
"Essa foi a primeira grande reforma que a escola recebeu, que contemplou toda sua estrutura e que realmente trouxe melhorias físicas. Eu me sinto feliz em ver recuperada e preservada esta escola que é um símbolo da educação da nossa cidade", destacou a diretora geral da unidade, Edilene Vale Batalha.
O prédio da Escola Modelo possui 19 salas de aulas, auditório, pátio coberto e externo, sala de informática, biblioteca, gabinete de odontologia, cozinha, quadra poliesportiva, vestiários, dentre outros.
A Escola Modelo Benedito Leite iniciou as atividades em 1900 no antigo prédio onde funcionou a Faculdade de Farmácia e Odontologia, na Rua da Paz. Depois, foi reinaugurada em 1948, no atual prédio, ao lado da Igreja Santo Antônio.



O ex-presidente Lula encerrou nesta terça (05) na capital maranhense a histórica jornada Lula Pelo Brasil, e reafirmou seu compromisso com o povo.



“O Lula hoje representa uma ideia, a ideia de que o povo pode, merece, quer viver bem. Aquela frase do Obama ‘nós podemos’ pode ser nossa. Não queremos mais morar na senzala, queremos morar na casa grande. Temos direitos e vamos brigar. Se essa elite não pode fazer, não se escondam atrás de mentiras, façam uma eleição pra gente mostrar. Levo daqui a cara dos brasileiros, é por essa senhora aqui, esse portador de deficiência, essas crianças, que quero dizer, eles que se cuidem por que vamos voltar a governar esse país, esse povo vai voltar a governar esse país”. O ex-presidente Luiz InácioLula da Silva terminou assim mais uma etapa histórica de uma vida que já está na História.
Oficialmente, foram 25 cidades, mas com muitas paradas não programadas no caminho. Vinte dias, mais de 4 mil quilômetros, dezenas de homenagens, milhares de selfies, milhões de compartilhamentos nas redes sociais. E terminou na histórica capital maranhense São Luís a já histórica caravana Lula Pelo Brasil, com um grande ato para dezenas de milhares de pessoas no fim de tarde desta terça-feira (05).

Última parada de uma viagem histórica

Na manhã do último dia de jornada, o ex-presidente Lula visitou, acompanhado do governador do Maranhão Flávio Dino, o Porto de Itaqui. Desde as 17h, o povo ludivicense e de toda a região de São Luís se reuniu na Praça Dom Pedro II, no centro histórico da capital maranhense. A rica cultura do estado marcou presença para animar o público, com muito tambor de crioula e outras manifestações da cultura popular.
“Saímos dia 17 da Bahia e estamos completando 20 dias na estrada conversando com o povo e dialogando com nossa gente. O presidente Lula conversou sobre vários temas, transporte, educação, desenvolvimento regional, políticas de combate à seca. O planejamento tinha 25 cidades, mas paramos em 60 cidades. Hoje, vocês, no estado do Maranhão, vão fazer a festa mais bonita de encerramento da caravana”, disse Marcio Macedo, coordenador do projeto Lula Pelo Brasil e vice-presidente nacional do PT.
Lula recebeu de uma comissão de deputados estaduais o título de cidadão maranhense e a medalha de honra ao mérito da Assembleia Legislativa. Representantes da Fetaema (Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Agricultura do Estado do Maranhão) e do MST (Movimento dos Sem Terra) presentearam o ex-presidente com uma cesta de produtos da Reforma Agrária.
Fabiana e Eliana Guajajara, representando os povos indígenas da etnia Guajajara, presentearam Lula com um cocar típico.  Marquinhos Monteiro, compositor e militante do MST, cantou a música Sim, Eu Posso, sobre a luta contra o analfabetismo. A histórica música “Lula Lá”, que embalou a campanha de Lula em 1989, foi lembrada.
O governador do Piauí Wellington Dias (PT), afirmou: “Nós queremos lutar pelo direito de sonhar. Sem respeitar nossa situação, atravbés de um golpe, quiseram afastar esse sonho do povo brasileiro. Estamos indo a praça pública por onde anda pra dizer ‘Eu quero minha esperança de volta’. Os jovens, as mulheres, os negros, querem o direito de seguirem sonhando e de serem tratados com dignidade”.
João Pedro Stedile, líder do MST, exaltou grandes maranhenses da história, mas afirmou: “outros maranhenses que andam por aí, nem o diabo quer eles”, e fez um duro discurso contra o que ele chamou de “judicialização” do poder do povo na figura do ex-presidente Lula.

Flávio Dino: “Esse país é racista sim, e temos que lutar contra isso”

O governador maranhense Flávio Dino (PCdoB), que se destaca a nível nacional com a expressiva melhora nos índices sociais no estado, foi muito aplaudido. “Temos uma mensagem muito importante, essa cidade, capital do Maranhão, fará 405 anos. Deus nos mandou essa lua maravilhosa e estamos aqui olhando palácios, a Igreja da Sé, e a pergunta que vem é: ‘quem foi que construiu esses palácios, a riqueza do Brasil?’ Foram os negros, os índios, povo mais pobre, mas estranhamente esse país desenvolveu um ódio contra os mais pobres. Esse país é racista sim, e temos que lutar contra isso”, afirmou, lembrando a revolta popular da Balaiada.
Flávio Dino também louvou a presença do grande maranhense Manoel da Conceição. E encerrou: “quero falar do futuro. Nós temos como falar com o povo pobre. Vou cuidar dessa luta no Maranhão que é grande, mas não se esqueça: todas as vezes que o senhor precisar pode contar com o povo do Maranhão”.
Manoel da Conceição, fundador do PT no Maranhão, entregou a Lula a bandeira do Partido dos Trabalhadores que passou simbolicamente pelos presidentes do PT no nove estados nordestinos durante a jornada. Lula começou a falar, com a voz de quem fez incontáveis falas durante os 20 dias, e foi interrompido pelos gritos de “olê . Agradeceu os governadores Flávio Dino e Wellington Dias, os senadores Paulo Rocha (PA) e Humberto Costa (PE), os deputados federais estaduais e “a cada mulher e a cada homem presente nessa praça, os movimentos sociais, o MST, a CUT, a Contag e todas as centrais que tiveram uma dedicação em cada estado”.

Lula lembrou de cada parada da caravana #LulaPeloBrasil

“Termino a caravana muito grato a todos os companheiros dos movimentos sociais que não apenas acreditaram, mas fizeram acontecer apesar da grande imprensa não ter dado nenhuma notícia durante os 20 dias. Quero agradecer as mães e irmãs que trouxeram companheiros e companheiras com dificuldades de locomoção”.
Lula afirmou que o “velho guerreiro, sempre jovem” Manoel da Conceição “foi um guerreiro durante a construção do noso partido no estado do Maranhão”. Lembrou que o primeiro ato da caravana foi o ato com os trabalhadores do metrô em Salvador. “Foi emocionante para mim que a vida inteira lidei com os trabalhadores, na indústria, no movimento sindical”.
“Precisamos recuperar o país para não voltarmos ao tempos em que o pobre era tratado como cidadão de segunda categoria. O povo brasileiro agora sabe que é bom ter acesso a educação, emprego, renda”, afirmou. Lembrou o Luz Para Todos, que custou R$ 20 bilhões, mas “tirou milhões de brasileiros das trevas e os colocou no século 21”.
Lembrou também que no início da caravana iria receber o título de doutor honoris causa na Bahia e foi impedido por uma liminar de um vereador do DEM, deferida por um juiz. “Mas naquele dia uma menina quilombola recebia seu título de doutora da Unilab, em São Francisco do Conde, na formatura de 67 negros, e fui dizer que eles não devem favor ao Brasil, e o Brasil tem a obrigação de pagar 300 anos de escravidão pois os negros ajudaram a construir esse país”.
“Depois pra Bahia fui pra Sergipe, Alagoas, chegada em Penedo foi apoteótica, recebi o título em Lagarto (SE), Arapiraca (AL), fui pra Recife, Rio Grande do Norte, Ceará, voltei pro Pernambuco, fui pro Piauí, cheguei aqui no Maranhão. Tô cansado, mas esse é o cansaço da luta. Venham pra rua me enfrentar. Se querem prender corrupto, já apreenderam na casa do Geddel malas cheias de dinheiro. Na sua frente, que foi juiz federal, se eles pegarem na minha vida um real de desvio venho aqui pedir desculpa pra vocês. Quero que eles tenham coragem de um dia pedir desculpas pra mim”

Lula: “Caráter a gente não compra”

Lula lembrou da origem humilde, mas que formou seu caráter. “Nasci em Garanhuns, fui comer pão com sete anos. Com 13 anos, minha mãe oito filhos estava já em São Paulo, muitos dias não tinha sequer feijão pra por na panela, e minha mãe, que nunca foi de reclamar, sempre disse que o dia seguinte ia ser melhor. Foi daí que tirei meu otimismo. Ia fazer admissão, passei na barraca da feira e o brasileiro não comia maçã, tinha a maçã importada da Argentina, embrulhada no papelzinho, falava ‘vou pegar uma’ e certamente o dono da barraca não mataria como hoje mata, e não pegava por que não queria envergonhar a minha mãe. Será que agora eu vou mentir e envergonhar a memória da minha mãe? Se eles inventaram mentira pra me julgar e agora tão enrolados na mentira problema deles”.
“Quero olhar nos olhos de vocês, e é nos olhos que a gente fala a verdade, tinha 73 testemunhas e o promotor que disse que o PT era uma organização criminosa não apareceu em nenhuma audiência. Não quero julgar ninguém mas se esse promotor tiver um pingo de responsabilidade terá que pedir desculpas. O que mais me inquieta é que o pessoal da Lava Jato estão reféns da Rede Globo, porque mentiram tanto e o William Bonner não pode falar ‘Boa noite, queremos pedir desculpas ao senhor Luiz Inácio Lula da Silva’. Caráter a gente não compra, a gente nasce e morre com ele”,
“Hoje, ao terminar essa caravana, penso que quando esses palácios foram construídos ninguém imaginava que hoje estaríamos aqui lutando pela democracia, pela constituição, para ter um presidente da república que entende a alma do nosso povo, que pensa a sociedade com sua mega diversidade”, completou.
Lula lembrou que muitas vezes, deitado com sua saudosa Marisa, se perguntava o que fez de errado para merecer a perseguição de que é alvo. “Meu erro é que pela primeira vez na história desse país, quando ganhei as eleições fiz um discurso muito simplório, falei: ‘se cada criança mulher e homem tiver tomando café, almoçando e jantando todo dia já realizei o sonho da minha vida’. Por que dei tanta importância ao combate à fome? Porque eu sabia o que era a fome. O que é ser tratado como se fosse um número, porque o homem não tem força pra se organizar, fica em casa. A fome não leva à revolução, leva à submissão, porque o pobre não tem força sequer pra lutar.
Ele afirmou que a democracia que quer é diferente da democracia da elite. “Você só pode gritar que tá com fome mas não pode comer, gritar que quer escola mas não pode estudar, e é isso que o Temer está destruindo. É muita petulância dar à empregada doméstica direitos, ela poder comprar um perfume, querer que um jardineiro queira comprar o mesmo carro do dono do jardim, colocar um menino e uma menina negra pra fazer mestrado, doutorado, que o filho do pedreiro seja engenheiro, que o filho do coveiro possa ser diplomata. Eu não quero tirar nenhum rico do banco da escola, quero por o rico do lado dele”.
“Eles não admitem que sámos de R$ 2 bilhões para a agricultura familiar em 2003 para R$ 30 bilhões quando a Dilma saiu. Eles não podem admitir que eu sou o único presidente sem diploma universitário e sou o que fez mais universidade nesse país. Em Santo Domingo em 1507 tinha universidade, e no Brasil só foi criada em 1922, não por causa do povo, mas por causa do Rei da Bélgica que vinha pro Brasil e precisava ter um título honoris causa. Por que o filho deles iam estudar nos Estados Unidos, na França, na Inglaterra. Somente no século XXI conseguimos universalizar mas as escolas eram de má qualidade”, afirmou.

“Um dia esse país será exportador de conhecimento”

Lula exaltou um exemplo de um senhor de 66 anos que acabou de se alfabetizar para mostrar que o povo deve querer sempre mais. “O povo quer comer carne de qualidade, uma picanha no churrasco com a cervejinha gelada. O povo não quer roupa de terceira qualidade, quer viajar, andar de avião. Quando o pobre começou a andar de avião eles começaram a chamar aeroporto de rodoviária. Tenho orgulho de termos saído em 8 anos de 3 milhões para mais de 8 milhões de jovens na universidade, e é pouco. Temos que saber que um dia esse país será exportador de conhecimento, inteligência, não exportador de commodities”.
O ex-presidente lembrou ainda que há pouco tempo o Brasil era respeitado internacionalmente. “Em dezembro de 2002, o presidente Bush me convida, mas fui antes pra Argentina e o Chile. O Bush começa a falar do Saddam Hussein, do Bin Laden, terrorismo. Falou uns 40 minutos, presidente Lula preciso do Brasil. Eu tava nervoso, um metalúrgico, no salão oval, da Monica Lewinsky, não entendia uma palavra em inglês, falei: ‘meu país fica a 14 mil quilômetros daqui, não conheço o Saddam, minha guerra não é a sua, minha guerra é contra a fome’. O Brasil tava devendo US$ 30 bilhões pro FMI, falei pro presidente quero pagar a dívida, não quero ficar devendo. Vocês não sabem o orgulho que eu tive quando a gente não devia mais nada e ainda emprestamos US$ 10 bilhões na crise de 2008. O Brasil era respeitado, e agora é tratado como se fosse nada. Esse Trump não tem o menor respeito pela América Latina e pelo Brasil, e o Brasil só vai ser respeitado quando a gente se respeitar”.
“Fiz essa caravana para falar com mulheres, ouvir meninas agradecendo por que fizemos universidade. Queria que todo governante desse país fizesse caravana, que abracasse essas pessoas com cheiro de poeira, com cheiro de sonho, que falaram estamos perdendo as coisas que conquistamos, eu dizia não podemos perder a esperança, vocês jovens, não percam a esperança, achando que esse congresso não presta. Quando não acreditarem mais em ninguém vocês precisam entrar na política. Tenho pena do povo brasileiro. Me preocupa o que eles estão fazendo com o futuro de vocês, dos nossos netos, a gente não pode permitir que um jovem perca a esperança de entrar na faculdade, que uma mãe não possa sonhar em ter uma casa e uma profissão”.
Lula encerrou, como sempre, com uma mensagem de esperança e de que só há saída com o povo em primeiro lugar. “Eu não sei o que vai acontecer comigo, mas se eu puder ser candidato vai ser pra ganhar, pra provar que o metalúrgico é capaz, eles sabem que somos capazes, e a capacidade não é do Lula, é do povo brasileiro. Se eles pensam vão conseguir tirar o Lula, podem tirar o cavalo da chuva, por que já temos milhões de pessoas que pensam como o Lula. Tinha um homem que queria a independência, juntaram um grupo, e mataram todos, mas tinha um chamado Tiradentes. Eles mataram, esquartejaram, salgaram a carne e colocaram no poste para ninguém pensar em Independência, e 30 anos depois teve a Independência, e o Tiradentes virou herói. Quero ver o que vão falar da gente daqui a 30, 100 anos”.
“O Lula hoje representa uma ideia, a ideia de que o povo pode, merece, quer viver bem. Aquela frase do Obama ‘nós podemos’ pode ser nossa. Não queremos mais morar na senzala, queremos morar na casa grande. Temos direitos e vamos brigar. Se essa elite não pode fazer, não se escondam atrás de mentiras, façam uma eleição pra gente mostrar. Levo daqui a cara dos brasileiros, é por essa senhora aqui, esse portador de deficiência, essas crianças, que quero dizer, eles que se cuidem por que vamos voltar a governar esse país, esse povo vai voltar a governar esse país. Boa noite a todos!”.
Confira o vídeo completo do último ato da Caravana Lula Pelo Brasil, em São Luís do Maranhão:



A presidenta nacional do PT denuncia a dedicação de Michel Temer e seus sócios na destruição da Amazônia. “Tirem as suas mãos sujas”, afirma.

Depois dos esforços bem-sucedidos para destruir direitos trabalhistas e congelar investimentos na área social,Michel Temer e seus sócios agora dedicam-se à destruição da Amazônia. Isso ficou explícito no decreto sorrateiramente promulgado semana passada, que prevê a liberação de atividades de mineração em uma área de 47 mil km², localizada entre os estados do Pará e do Amapá. Diante de forte reação da sociedade civil e da péssima repercussão internacional, Temer deu meia volta e anunciou a suspensão da decisão por 120 dias. Agora, o Ministério das Minas e Energia foi incumbido de iniciar um “amplo debate” com a população para definir como será feita a preservação da reserva.


Como todos sabemos, o gesto de Temer não passa de jogo de cena. Afinal, foi o próprio Ministério das Minas e Energia que elaborou o decreto, contrariando estudos técnicos do Ministério do Meio Ambiente que indicavam a necessidade de impedir a expansão da mineração na Renca (Reserva Nacional de Cobre e seus Associados), um pedaço da Amazônia rico em cobre, ouro e outros minérios, mas que abriga sete unidades de conservação e dois territórios indígenas. Temer queria entregar isso tudo à iniciativa privada, por meio do afrouxamento das regras de licenciamento e a fiscalização de uma área do tamanho do Espírito Santo.
A Amazônia e seus povos estão sob ataque desde que Temer assumiu o governo. Em sua primeira viagem internacional, o presidente golpista levou um puxão de orelhas do governo norueguês, e ainda viu um corte de 50% dos recursos que eram destinados a um fundo criado no governo Lula para a preservação da floresta – em que já havia sido investido US$ 1,1 bilhão entre 2009 e 2016. Depois, Temer sancionou a MP da Grilagem, que permite a legalização de áreas públicas invadidas e funciona como uma autorização velada para o acirramento dos conflitos por terras na região e, consequentemente, do aumento do desmatamento. Além disso, assinou um parecer que leva à paralisação de 748 processos de demarcação de terras indígenas, ao mesmo tempo em que se cala vergonhosamente diante do crescimento dos massacres no campo.
Com Lula e Dilma, registramos pela primeira vez uma queda significativa no desmatamento da Amazônia e ainda obtivemos espaço nas discussões ambientais do planeta, o que pode ser comprovado por nossa decisiva e elogiada participação durante o acordo celebrado em Paris. Um cenário bem diferente dos anos 80 e 90, quando Sting e o cacique Raoni desdobravam-se para denunciar as mazelas na floresta. Todo esse trabalho de conscientização e mobilização precisa ser retomado para que não tenhamos que conviver com retrocessos ainda maiores nessa área.
A Amazônia não está à venda. O Brasil e suas riquezas naturais são muito maiores do que a sanha entreguista do governo passageiro de Michel Temer. As reações favoráveis à preservação da Renca vão além das questões ambientais. Elas são também uma demonstração de que o povo brasileiro está atento e capacitado para frear outras maldades gestadas no Palácio do Planalto, que só beneficiam os mais ricos, mas trazem claros prejuízos ao povo que trabalha duro para sobreviver.












Líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un

As sanções e a retórica em torno dos testes de mísseis norte-coreanos falharam em resolver o problema, a solução só pode ser um pacto de estabilidade na Península da Coreia, acredita o analista independente Andrew K.P. Leung.
O sexto e mais potente teste nuclear de Pyongyang realizado no domingo (03) provocou uma condenação imediata por parte da comunidade internacional. 
O presidente dos EUA Donald Trump classificou a Coreia do Norte como um "estado malfeitor", adiantando que as suas ações "continuam sendo muito hostis e perigosas para os EUA". 
O analista Andrew K.P. Leung declarouà RT que ele espera "ainda mais barulho e fúria" da parte dos EUA, mas isso não vai resolver o problema. 
"Acho que o tempo para a coerção passou […] A Coreia do Norte já demonstrou a sua capacidade de lançar mísseis que sobrevoem o Japão e alcancem o território perto de Guam. Acho…que o tempo da retórica e das sanções realmente passou. É claro que a Coreia do Norte não quer a guerra, porque a guerra significaria a queda do seu regime. Eles querem a garantia firme da estabilidade regional", acrescentou Andrew K.P. Leung ao RT. 






O presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante a reunião alargada dos líderes do BRICS O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou que é preciso dialogar com a Coreia do Norte, este país não precisa ter medo por sua segurança.
"É preciso que nos orientemos para ao diálogo entre todas as partes interessadas. É preciso que todas as partes deste processo, incluindo a Coreia do Norte, não tenham nenhumas preocupações relacionadas com a ameaça de destruição, mas, pelo contrário, é necessário que todos os participantes do conflito sigam o caminho da colaboração", disse o presidente durante a coletiva de imprensa dedicada ao encerramento da cúpula do BRICS.


Segundo ele, "nas condições e na situação atual, a escalada da histeria militar é algo absolutamente sem sentido […] Isto conduz a uma situação de completo beco sem saída", frisou ele.
Vladimir Putin destacou também que a Coreia do Norte possui outros tipos de armamento, contra os quais o equipamento antimíssil é inútil.
"Nessas condições, a escalada da histeria militar não levará a nada de bom. Tudo isto pode causar uma catástrofe de escala mundial, bem como a grande número de vítimas", ressaltou o presidente. 
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O deputado Zé Inácio subiu à tribuna da Assembleia nesta segunda-feira (04) para destacar a caravana Lula pelo Brasil. O deputado seguiu acompanhando a caravana desde o Piauí até chegar à capital maranhense.
O parlamentar se disse feliz com o que viu durante o período em que acompanhou a caravana, o grande número de pessoas que tem ido as ruas e BR’s para receber o ex-presidente. Além de participarem em grande número dos atos que vem sendo realizados nas cidades visitadas.
Em São Luís, Lula deverá visitar o Porto do Itaqui na manhã do dia 05 e as 17hr haverá um grande ato aberto ao público, na praça Pedro II.
Caravanas de várias cidades do Maranhão já estão a caminho de São Luís para participar desse grande ato em defesa da democracia e pelos direitos do povo brasileiro.
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O Terminal de Grãos do Maranhão foi inaugurado por Dilma Rousseff em 2015 e hoje movimenta mais de 5 milhões de toneladas.




Quem chega a São Luís, capital do Maranhão, logo avista a fila de navios que vão atracar no Porto do Itaqui, um dos principais polos de exportação e importação do país.
O complexo portuário abriga o Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram), inaugurado por Dilma Rousseff em 2015, que em agosto de 2017 bateu o recorde histórico de exportação, de 5 milhões de toneladas de soja.
Além do Tegram, o governo Dilma incluiu o Maranhão no Programa de Investimento em Logística 2015/2018, prevendo o investimento de R$ 500 milhões, para garantir ao local a capacidade de movimentar 2 milhões de toneladas/ano de celulose e 4,3 milhões de toneladas/ano em graneis minerais, uma elevação de 30% na movimentação de cargas.
Juntamente com os terminais privativos da VALE e Alumar, Itaqui forma o maior complexo portuário do Brasil, movimentando mais de 160 milhões de toneladas de carga. A administração do porto é realizada pela Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), de caráter público.
A soma de empregos diretos e indiretos gerados a partir da atividade portuária chega a cerca de 14 mil postos de trabalho. Isso inclui os colaboradores da Emap e as operadoras e arrendatárias, além de funcionários de órgãos públicos.
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Terminal de Grãos do Maranhão, inaugurado por Dilma em 2015
Segundo o estivador e secretário geral do sindicato da categoria, Ivan Júnior, “após 2002, com a entrada de Lulano governo, o Porto de Itaqui deu um salto gigantesco, tanto na infraestrutura, como na movimentação de cargas”.
Ele destaca que “houve uma ampliação da zona portuária, foram construindo mais cais, houve o advento do Tegram, que é o terminal de grãos do estado, o desenvolvimento econômico propiciou um aumento da economiae porventura mais postos de trabalho, mais ganhos salariais para o trabalhador”.
“Houve uma espécie de revolução no mercado de trabalho do Porto de Itaqui”, defende o estivador. “A gente tem a clareza de que nos anos Lula e Dilma, a movimentação de carga, o desenvolvimento, tudo isso propiciou um ganho salarial, um aumento na renda de todos os trabalhadores que ali operam”.
Ao todo, cerca de 400 estivadores trabalham no porto. A categoria não sofre com demissões, mas segundo Ivan, muitos estão preocupados a destruição das leis trabalhistas, promovido pelo governo usurpador de Michel Temer.
“Está uma angustia generalizada, por conta de todos esses ataques, por conta de todas essas reformas que estão sendo colocadas via congresso nacional a mando do governo Temer”
“Já estamos sentindo na pele o que é um governo que não tem compromisso com a classe trabalhadora, que não tem compromisso com os mais pobres”, afirma.
Kamilla Ferreira/Agência PT

O estivador Ivan Junior afirma que nos governos do PT o Porto de Itaqui deu um salto
Apesar dos ataques à classe trabalhadora, o porto segue tendo uma importância estratégica. Itaqui é o quinto porto público do Brasil em movimentação de cargas e o primeiro em profundidade. Fechou o primeiro semestre de 2016 com R$ 7,3 bilhões de recursos movimentados em mercadorias e lucro líquido de R$ 28,9 milhões, valor superior à soma do lucro total obtido em 2013 e 2014.
Com a estiagem que assolou o país em 2016, houve uma quebra da safra de grãos que impactou a movimentação de cargas ao final do ano. A Emap fechou o período com 16,9 milhões de toneladas movimentadas, mas precisou reduzir despesas em R$ 25 milhões, fechando o ano com lucro líquido de R$ 42,9 milhões e preservando todos os investimentos planejados.
Segundo Ivan, a visita de Lula ao porto, é um incentivo para a classe trabalhadora. “O retorno do Lula faz com que a classe trabalhadora, os mais pobres, possam sentir uma espécie de esperança, porque somente nos governos Lula e Dilma que os trabalhadores tiveram acesso aos bens de consumo, tiveram acesso ao desenvolvimento. Nos sentimos muitos felizes com a vinda do Lula no Maranhão, a visita ao porto de Itaqui, nos sentimos abraçados”.

Lula pelo Brasil


A viagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos estados do Nordeste, entre agosto e setembro, é a primeira etapa de um projeto que deve alcançar todas as regiões do país nos meses seguintes.
O projeto Lula Pelo Brasil é uma iniciativa do PT com o objetivo de perscrutar a realidade brasileira, no contexto das grandes transformações pelas quais o país passou nos governos do PT e o deliberado desmonte dos programas e políticas públicas de desenvolvimento e inclusão social, que vem sendo operado pelo governo golpista nos últimos dois anos.

Como parte da programação dos 405 anos de São Luís, a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Pesca e Abastecimento (Semapa), realizou a 13ª edição da Feirinha São Luís neste domingo (3). Apresentações marcantes do batalhão pesado do Boi da Maioba e reggae da banda Raiz Tribal animaram o público presente na Praça Benedito Leite. A gastronômia da Ilha, com seus pratos típicos, também agradou ao público que compareceu ao evento.
Nesta edição também se apresentaram, além da anfitriã Banda da Feirinha, o tambor de crioula do Mestre Amaral, a banda da Polícia Militar e o cantor Daffé e banda, com repertório de música popular brasileira (MPB).Ponto alto da gastronomia no evento, a Barraca do Chef recebeu neste domingo o cozinheiro Riba que reverteu toda a renda obtida com a venda das comidas às crianças da instituição Lar de José.
O titular da Semapa, Ivaldo Rodrigues se diz feliz com o sucesso de cada edição da Feirinha, que mostra a consolidação do projeto, que atrai turistas e gera renda para mais de 150 famílias. "A cidade abraçou a Feirinha São Luís, que agrega valor a diversos segmentos da sociedade, cada vez mais democrática. A proposta de reocupar o Centro Histórico aos domingos, conforme orientação do prefeito Edivaldo, é de grande responsabilidade", destacou o secretário.
"Reunimos o melhor que tem em nossa terra, como nossas brincadeiras folclóricas, o artesanato, artes plásticas, a culinária peculiar, que agrega sabores do Norte e Nordeste, a produção agrícola, além da literatura, para valorizar os escritores e poetas", frisou ainda o secretário da Semapa, Ivaldo Rodrigues.
A Feirinha São Luís já é o novo ponto de encontro das famílias e dos amigos na capital do Maranhão. A iniciativa gera a reocupação do Centro Histórico, a valorização da cultura, do turismo e da produção agrícola familiar.
CHEF
A proposta da Barraca do Chef é que a cada edição, seja apresentado um cardápio com a marca de cada profissional. Nas edições anteriores, nomes como Melquiades Dantas, Luciano Rosa, Cila Brandão, Juja, Danilo Dias, Thiago Ogro, Felipe Marques, Giuseppe Rocha, Paulo Coimbra e Crispim, conquistaram o público pelos sabores variados de seus pratos.
Nascida no Maranhão, Clarice Rocha Sampaio de 73 anos, mora atualmente no Ceará e sempre que volta pra sua terra, gosta de aproveitar a cultura e a culinária do Maranhão. "Nossa cidade é rica em cultura, nossas apresentações culturais são únicas, e constatar a valorização desse setor aqui nessa Feirinha é gratificante, além de poder comer um bom arroz de cuxá com torta de caranguejo, que morro de saudade, e comprar roupas de renda, tudo em um só lugar, é bom demais", disse Clarice, que aprovou tudo o que viu.
Participam da Feirinha 11 polos da grande Ilha, que comercializam produtos diversos a preços competitivos, distribuídos em mais de 80 pontos de comércio, movimentando o turismo na capital. A feirinha reúne 29 barracas para venda de produtos agrícolas, 25 para artesanato, 14 de alimentação e 11 food trucks.
A iniciativa tem apoio do Governo do Estado, Citelum, reunindo órgãos municipais, Banco do Nordeste, Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), e Associação Comercial do Maranhão (ACM). Apoiam ainda o evento, o Senac, a Academia Maranhense de Letras, e a Arquidiocese de São Luís.