O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes pediu vista do pedido de habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Segunda Turma da Corte. Segundo o ministro, o caso deve ser retomado antes do recesso de fim de ano na Corte.
A suspensão do julgamento ocorreu quando o placar do julgamento estava em 2 votos a 0 contra o pedido dos advogados de Lula. Os votos foram proferidos pelo relator Edson Fachin e a ministra Cármen Lúcia. Agora restam os votos dos ministros Ricardo Lewandowski e Celso de Mello.
Os fuzileiros navais dos Estados Unidos fortificam o arame farpado na cerca fronteiriça do porto de San Ysidro em Tijuana, México. O colegiado começou a julgar nesta tarde pedido no qual a defesa de Lula requer a suspeição do ex-juiz Sergio Moro na condenação no caso do tríplex do Guarujá (SP) e a anulação da sentença, além da soltura imediata do ex-presidente.
No pedido de habeas corpus, os advogados de Lula argumentam que a indicação do ex-juiz federal Sergio Moro para o Ministério da Justiça no governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro, demonstra parcialidade do ex-magistrado e também que ele agiu "politicamente". Moro assumirá o comando da pasta em janeiro e renunciou à magistratura.
Lula está preso desde 7 de abril na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba após ter sua condenação confirmada pelo Tribunal Regional Federal 4ª Região (TRF4), que impôs pena de 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O Deputado Estadual Zé Inácio (PT) utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa nesta terça-feira 04/12, para parabenizar a inauguração da Feira Livre no Shopping da Ilha.
O projeto é uma iniciativa da Prefeitura de São Luís em levar as feiras populares da cidade para um espaço de grande movimentação pública que são os shoppings. A feira livre no shopping, retornará dia 07 de janeiro e serão 52 edições.
Para Zé Inácio a feira é uma grande oportunidade para os visitantes adquirem produtos de boa qualidade, produtos orgânicos que respeitam o meio ambiente na sua produção e contribuir com a comercialização de produtos, gerando renda aos agricultores, e aos feirantes da grande Ilha de São Luís.
O Deputado Zé Inácio com os secretários: Edjahilson Souza, Nonato Chocolate e Kleber Gomes durante inauguração da Feira Livre no Shopping da Ilha.
“Parabenizo o Prefeito Edivaldo, como também o atual Secretário Professor Nonato Chocolate, que em pouco tempo está realizando um grande trabalho em favor dos feirantes, da agricultura familiar da ilha de São Luís, com repercussão nos centros, e nos grandes bairros da cidade”, destacou o parlamentar.
Zé Inácio destacou ainda que a feira está recebendo apoio cultural da Vale do Rio Doce e Banco do Nordeste, que além de fomentar a agricultura familiar em todo Nordeste, tem dado importante apoio para que as feiras sejam esse grande sucesso.
A inauguração contou com a presença do Secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima), Edjahilson Souza, o Secretário Municipal de Agricultura, do Secretário Municipal de Agricultura, Pesca e Abastecimento, (Semapa), Nonato Chocolate, o Secretário-Adjunto da Secretaria de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano (Secid), Kleber Gomes, da vereadora Fátima Araújo (PcdoB) e o vereador Paulo Victor (PROS).
O presidente eleito, Jair Bolsonaro, disse durante a campanha que pretendia retirar o Brasil do Acordo de Paris, documento que rege medidas de redução de emissão dióxido de carbono a partir de 2020. Na semana passada, o futuro presidente também anunciou que o Brasil não irá sediar a Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-25).
Em uma resposta dura, o presidente francês Emmanuel Macron deu um ultimato e determinou que a possibilidade de seu governo apoiar o acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul depende da posição do presidente eleito, Jair Bolsonaro, sobre o Acordo Climático de Paris.Na última sexta-feira, Bolsonaro deu a tréplica e disse que não pretende assumir compromissos ambientais que impactem o agronegócio brasileiro. No Twitter, Bolsonaro já tinha postado uma mensagem afirmando que "está fora de cogitação" o país se sujeitar automaticamente a interesses de outras nações.
A Sputnik Brasil conversou com dois especialistas para tentar entender quais são os impactos de uma desavença entre Brasil e França.
Paulo Velasco, cientista político e professor da Uerj, disse que as declarações revelam que Bolsonaro está muito mais próximo de Trump, que anunciou a retirada dos EUA do Acordo de Paris, do que a União Europeia.
"Acho que temos como grande variável a postura do presidente eleito muito resistente ao multilaterismo emulando inclusive, dessa forma, posições já assumidas pelo presidente norte-americano Donald Trump e em um contexto em que já se sinaliza para uma grande aproximação e convergência com os Estados Unidos", comentou.Velasco argumenta que Bolsonaro nomeou pessoas que negam a existência do aquecimento global, o que demonstra que o próximo governo não está interessado em manter a posição do Brasil em relação as questões ambientais.
"Alguns nomes escolhidos pelo Bolsonaro para o próximo governo, inclusive o futuro chanceler, se aproximam com as posições negacionistas que tendem a refutar a lógica do aquecimento global", afirmou.
Já para Hélio Sirimarco, ligado ao agronegócio e vice-presidente da Sociedade Nacional de Agricultura, os produtores respeitam a legislação ambiental.
"Os números mostram que o Brasil é um dos países que mais preservam áreas no mundo. Então é muito cômodo esse discurso de que temos um problema de desmatamento e que o setor agrícola não preserva as áreas. As pessoas parecem que ignoram como que funcionam as coisas", disse.Segundo Sirimarco, os responsáveis pelo desmatamento no Brasil não são os produtores rurais.
"O desmatamento não é praticado pelos produtores agrícolas, pelos agropecuários, o desmatamento é praticado por bandidos. A futura ministra da agricultura deu entrevista na semana passada, ressaltando esse aspecto de que são os exploradores de madeira, exploradores de minérios que fazem isso de forma ilegal", completou.
A União Europeia e o Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai — a Venezuela está temporariamente suspensa) negociam o acordo, há quase 20 anos, com base em três pilares: diálogo político, cooperação e o livre-comércio.
Bolsonaro disse que foi aconselhado pelo futuro ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, a ter cautela nas negociações.
No dia 1º de novembro o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que cumpriria sua promessa de campanha de mudar a embaixada brasileira em Israel. A mudança para Jerusalém divide opiniões. Para discutir a questão, a Sputnik Brasil ouviu especialistas da comunidade judaica e árabe sobre a nova postura brasileira e suas possíveis consequências.
Na terça-feira (27), um dos filhos de Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, confirmou novamente que o governo de seu pai tem a intenção de mudar a embaixada. A confirmação se deu após um encontro do deputado com Jared Kushner, um dos principais articuladores da política para o Oriente Médio no governo do presidente norte-americano, Donald Trump.
Jair Bolsonaro, candidato a la presidencia de BrasilJair Bolsonaro declarou sua postura em relação a Israel em sua primeira entrevista internacional após o resultado das eleições, em conversa com o jornal israelense Israel Hayom. À época, ele afirmou que a decisão da capital de um país cabe apenas ao país e que o Brasil acolheria a escolha israelense com a mudança de embaixada. Ele também falou em fechar a embaixada palestina no Brasil.​Jerusalém é uma cidade sagrada para as três maiores religiões monoteístas do mundo, o islamismo, o judaísmo e o cristianismo. A cidade é disputada como capital tanto por Israel quanto pela Palestina.
Jair Bolsonaro recebeu John Bolton com um café da manhã em sua casa, no Rio
No entanto, Israel ocupa a parte oriental da cidade desde 1967, quando houve a Guerra dos Seis dias. A ONU considera a ocupação ilegal e até este ano, nenhum país mantinha sua embaixada em Jerusalém de forma a respaldar a decisão da organização. Em 14 de maio os Estados Unidos tornaram-se o primeiro país a mudar sua embaixada para Jerusalém. Desde então, apenas a Guatemala repetiu a medida.
O Brasil seria o terceiro país a mudar sua embaixada para Israel, uma atitude que pode aumentar a tensão regional e abalar a tradição de neutralidade da política externa brasileira em relação ao Oriente Médio.
Para entender as possibilidades que se abrem com esse movimento a Sputnik Brasil conversou com dois especialistas das comunidades árabe e judaica no Brasil.
Como a comunidade judaica recebeu a notícia?
Samuel Feldberg é cientista político formado na Universidade de Tel Aviv e pesquisador de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (USP).
Feldberg ressalta que a comunidade judaica está divida em relação ao presidente eleito tanto quanto o resto da sociedade no Brasil, porém, aponta que a medida da mudança da embaixada brasileira em Israel foi bem recebida e é ponto pacífico.
"A comunidade judaica como um todo vê com bons olhos o apoio a Israel, mas tinha uma série de restrições, uma parte da comunidade tinha uma série de restrições em relação a outros posicionamentos do candidato Bolsonaro. E obviamente mantém essa visão mesmo depois de ter sido eleito", afirmou Feldberg, em entrevista à Sputnik Brasil.
"Há aqueles que acreditam que como foi feito pelos Estados Unidos, a mudança se justifica absolutamente. Jerusalém é a capital de Israel e apesar de que, desde a criação do Estado, a cidade está em uma disputa jurídica por causa, no momento, da decisão da ONU, da partilha", continuou.
No dia da entrevista de Bolsonaro ao Israel Hayom confirmando a mudança da embaixada brasileira, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, agradeceu o presidente eleito em inglês e em hebraico no Twitter. Ele afirmou que medida é "histórica e correta".
"Existem aqueles que acreditam que já é o momento de transferir a embaixada para Jerusalém e reconhecer de fato Jerusalém como a capital de Israel e dar o respaldo diplomático para isso e aqueles que acreditam que esse seria um movimento simbólico que geraria uma série de problemas e que, portanto, não faz falta para o Brasil nesse momento — com tantas questões importantes para resolver — fazer esse movimento", explica o professor.
O pesquisador ressalta que há uma "cisão" dentro da comunidade devido às opiniões expressas pelo presidente eleito.
O pesquisador ainda disse que, pessoalmente, como membro da comunidade judaica, não apoia "um candidato à presidência com posições racistas, que se manifesta contra a minoria, que tem posições contra a comunidade gay", mas que essas divergências estão presentes em toda a sociedade brasileira e não influenciam a forma como a comunidade se posiciona em relação à mudança da embaixada.
Como a comunidade árabe recebeu a notícia?
Rasheed Abou-Alsamh é jornalista saudita, mas também tem nacionalidade norte-americana. Especializado na cobertura e discussão sobre os países árabes, ele disse que a comunidade árabe recebeu a notícia da transferência da embaixada brasileira em Israel com "desgosto".
"Receberam essa notícia com muito desgosto, porque a situação jurídica final, o status final da cidade de Jerusalém, não foi decidida ainda. E todo mundo sabe que a ONU, as Nações Unidas, já passaram várias resoluções falando que isso teria que ser parte de um acordo entre os palestinos e os israelenses para ver o que vai acontecer com Jerusalém", disse Abou-Alsahm em entrevista à Sputnik Brasil.
A maioria dos países árabes vizinhos a Israel têm relações tensas com o país. Países como Egito, Iraque, Palestina, Iêmen, Jordânia e Líbano já tiveram conflitos abertos com o Estado de Israel, criado em 1947 pela ONU.
Para Rasheed Abou-Alsamh, no entanto, o desejo dos árabes é de que a cidade seja aberta para os povos que a consideram sagrada.
"Na melhor das hipóteses eu acho que a maioria dos árabes queria que Jerusalém ficasse uma cidade internacional, com acesso para todo mundo — para judeus, para muçulmanos, para cristãos. E que não seja uma cidade fechada só para Israel ou só para palestinos", explicou o jornalista saudita.
O deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente eleito Jair Bolsonaro,
Quanto ao posicionamento acerca do presidente eleito Jair Bolsonaro, o jornalista afirma que, assim como a comunidade judaica, a comunidade árabe também está divida em relação ao presidente, mas que é comum a posição contrária à aproximação com Israel.
"A comunidade árabe no Brasil está bem dividida porque realmente estavam com muito desgosto dos anos e anos que o PT ficou no poder no Brasil e com corrupção. Eles, como muitos outros brasileiros, milhões de brasileiros, veem no Bolsonaro uma mudança boa. Mas quando eles olham para o Bolsonaro e seu apego a Israel e tudo isso eles não veem muito bem não, é uma coisa super negativa", explicou.
Quais as vantagens da aproximação com Israel, segundo a comunidade judaica?
Para o pesquisador Samuel Feldberg, a mudança da embaixada brasileira em Israel para Jerusalém representa uma aproximação entre os países. Com isso, ele aponta a possibilidade de vantagens para o Brasil, principalmente no setor tecnológico.
"Vantagens existem diversas e elas já vêm sendo refletidas por uma aproximação que aconteceu nos últimos anos. Há uma cooperação enorme entre Brasil e Israel. Israel exporta para o Brasil tecnologias muito avançadas, tanto na área de computação quanto de comunicação, irrigação no nordeste. Agora está se falando em instalar centrais de dessalinização de água para ajudar a resolver os problemas de falta de água potável em diversas regiões", lembrou Feldberg.
​​Números divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, mostram que, até outubro de 2018, o Brasil manteve uma balança comercial negativa com Israel. Isso significa que o Brasil mais comprou do que vendeu a Israel no período. A diferença entre exportações e importações entre os dois países no período foi de US$ 647,4 milhões em déficit para o Brasil.
A bandeira palestina tremula sobre o Jardim das Rosas, na sede das Nações Unidas.
Brasil e Israel, no entanto, têm um acordo de livre comércio em funcionamento desde 2010, o que mostra que os países já mantinham uma aproximação econômica e comercial, como aponta o pesquisador Samuel Feldberg.
Ele ressalta que apesar da cooperação, é preciso notar que a medida é também uma forma de aproximação com os Estados Unidos e uma mudança "generalizada dos rumos da política externa" do Brasil.
"Essa cooperação [com Israel] vem acontecendo há muito tempo e só vai ser reforçada pela presidência de Bolsonaro. E isso traz também um alinhamento com os Estados Unidos, que se apresentou desde o governo Trump como a grande potência muito mais próxima de Israel do que era no governo Obama. Então, a aproximação de Israel não pode ser vista em um microcosmo, mas sim como parte de uma mudança mais generalizada dos rumos da política externa brasileira".
Quais são as desvantagens da aproximação com Israel, segundo a comunidade árabe?
Uma das principais preocupações que a mudança da embaixada brasileira representa é a possibilidade de uma retaliação econômica por parte dos países árabes. No dia 5 de novembro, após o anúncio da mudança da embaixada por Bolsonaro, o Egito cancelou uma visita de uma comitiva brasileira com empresários e diplomatas. Como parte da visita, o chanceler brasileiro, Aloysio Nunes, tinha um encontro marcado com o presidente do Egito, Abdel Fattah el-Sisi, que também foi cancelado. A atitude foi entendida como uma possível retaliação ao Brasil devido ao anúncio de mudança da embaixada brasileira em Israel.
"Os países árabes realmente são os maiores importadores do mundo de carne de frango e carne bovina vinda do Brasil. Por exemplo, a Arábia Saudita é o país que mais compra frango brasileiro no mundo. E tem o Egito, tem os Emirados Árabes e tem o Irã, que não é um país árabe, mas é um país islâmico, também um grande comprador de carne brasileira", afirma o jornalista saudita Rasheed Abou-Alsamh
Crianças palestinas olham através de um buraco no cercado em um bairro pobre de Gaza (arquivo)
O Egito é o maior comprador de produtos brasileiros dentro da Liga Árabe e compra 20% de tudo que o Brasil exporta para os 22 países da Liga. A organização tem entre seus membros praticamente todos os países vizinhos de Israel. Essa relação de trocas garante ao Brasil um superávit comercial de US$ 3,1 bilhões.
Apesar do temor de um possível embargo dos países da Liga em relação ao Brasil, caso a medida se concretize, o jornalista Rasheed Abou-Alsamh acredita que a possibilidade é remota. Para ele, a resposta árabe vai depender das atitudes seguintes da política externa brasileira, mas lembra que já houve embargos no passado envolvendo Israel.
"Há precedentes sim. Isso foi nos anos 1960 e 1970 quando eles fizeram boicote a produtos israelenses e a empresas que tinham negócios com Israel. Por exemplo, eles boicotaram a Coca-Cola por décadas e décadas. Você ia para um país árabe e não tinha Coca-Cola, só tinha Pepsi, porque a Coca-Cola tinha uma fábrica em Israel. Também não tinha carros fabricados pela Ford, pela mesma razão. Mas hoje em dia isso diminuiu muito".
No entanto, o jornalista ressalta que existem chances de que as empresas brasileiras percam negócios com a postura do Brasil.
"Eu não acho que eles iriam fazer um boicote assim tão radical. Mas se eles ficarem bastante aborrecidos se o Brasil realmente optar mudar a embaixada de Tel Aviv para Jerusalém eles podem optar por achar outros fornecedores de outros países para substituir os produtos brasileiros. E aí que vai pesar no bolso das empresas brasileiras", disse o jornalista.
O que esperam árabes e judeus como consequência da mudança da embaixada?
O pesquisador de Relações Internacionais, Samuel Feldberg, acredita que a postura brasileira pode ser seguida por outros países da América do Sul. Ele aponta que a influência brasileira sobre os países vizinhos é importante e será um apoio de peso para Israel.
"O Brasil é um país importante na nossa região. Quando o país reconheceu a Palestina como Estado — se não me engano, foi em 2010 — na esteira do reconhecimento brasileiro vieram praticamente todos os países sul americanos. Então, eventualmente uma aproximação com Israel, esse movimento da mudança da embaixada pode eventualmente levar uma série de outros países latino americanos a emularem a ação brasileira", ressalta Feldberg.
Jair Bolsonaro se encontrou com John Bolton no Rio
Já em relação aos árabes, o jornalista saudita Rasheed Abou-Alsamh acredita que a mudança da embaixada não significará de imediato uma ruptura nas relações brasileiras com os países árabes. Para ele, a reação árabe será conhecida principalmente após a entrada de Bolsonaro no Palácio do Planalto, mas há indícios negativos, do ponto de vista árabe, para o futuro da diplomacia brasileira.
"O presidente eleito Jair Bolsonaro já indicou muito claramente que vai apoiar ainda mais Israel na ONU e outros fóruns internacionais e que ele vai também apoiar os Estados Unidos com a administração de Donald Trump. Então isso é muito preocupante para os países árabes".
Foi realizado nesta semana o evento Rio Water Week, no Rio de Janeiro, que reuniu especialistas e organizações de diversos países para discutir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável – ODS 6 da ONU: "Água e Esgoto para Todos até 2030". A Sputnik Brasil conversou com o ambientalista Sérgio Ricardo sobre os maiores desafios do Brasil nessa área. 
 
               Homem bebe água
Mais de 100 especialistas brasileiros e de países como Espanha, França, Estados Unidos, África do Sul e Chile, entre outros, estiveram no Brasil para abordar os temas da ODS 6 da ONU. Cálculos oficiais indicam que a falta de saneamento básico faz o país perder 56 bilhões por ano nas áreas da Saúde e outras. Com a grande desigualdade social que sofre o Brasil, a água chega com mais dificuldade a regiões mais carentes como favelas, comunidade indígenas e regiões afastadas dos grandes centros do país.Thiago Firmino, que trabalha no Favela Santa Marta Tour como guia local, conhece esse problema de perto. Em entrevista à Sputnik Brasil, o morador do morro Santa Marta, localizado no bairro do Botafogo, no Rio de Janeiro, contou que os problemas de acesso à água são constantes e afetam diretamente a vida na comunidade, que tem uma população estimada em cerca de 4 mil pessoas. 
"Sempre que vai chegando o final do ano vai tendo essa problemática de água […] Têm vários dias sem água, outros dias entrando pouca água na caixa. Aí se tem problema de luz, a bomba não funciona. Se a bomba funciona, a água tá indo para um lado, e não vai outro. O sistema é muito estranho. A água desce de um lado primeiro da favela, depois ela vai lá no final da favela e começa a subir e encher a parte de cima. Muita gente ainda tá sem água. Fica um dia sem, dois dias com, depois dois dias sem, um dia com água", conta. 
"Tem gente que vai ficando 2 a 4 dias sem água, e a maioria é um dia sim, um dia não. Isso é inadmissível. Lugar nenhum você tem água um dia sim, um dia não. A cidade inteira tem água abundante o dia inteiro. A gente paga a água e é essa situação chata, horrível", protesta o guia local do Santa Marta. 
De acordo com ele, o problema é generalizado e afeta grande parte dos moradores, prejudicando o comércio e o funcionamento das creches, por exemplo. 
"E a gente continua pagando, a conta chega, a gente vai pagando água. É um transtorno. Tem comércio que tem água dia sim, dia não", acrescentou. 
De acordo com Sérgio Ricardo, milhões de pessoas de renda mais baixa só têm acesso à água potável de boa qualidade porque ela é fornecida empresas públicas, citando o caso da CEDAE, no Rio de Janeiro. "Caso ela venha a ser privatizada, os mais pobres vão passar por um processo de uma maior dificuldade de acesso ao abastecimento público", argumentou.
"O Brasil tem sido objeto de um laboratório do que nós podemos chamar de um neoliberalismo tardio. Nos anos 90 houve um processo muito intenso de privatização de várias estatais, empresas importantes do setor elétrico, que são fundamentais para a qualidade de vida das pessoas, e agora a commoditie da vez é a água. E muitos eventos tem sido realizados no país tentando criar na opinião pública uma ideia de que solução privada vai solucionar os problemas de déficit", completou o ambientalista. 

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, em entrevista coletiva em Brasília

Veja a lista dos 22 ministérios do governo Bolsonaro


A estrutura definitiva da Esplanada dos Ministérios no governo de Jair Bolsonaro foi apresentada na tarde desta segunda-feira (3), em coletiva de imprensa, pelo ministro extraordinário da transição, Onyx Lorenzoni.
Inicialmente, serão 22 ministérios (veja a lista abaixo), incluindo Banco Central (BC) e Advocacia-Geral da União (AGU). Esses dois órgãos, no entanto, deverão perder o status de ministério na próxima gestão, reduzindo posteriormente o número de pastas a 20.
No caso do BC, o novo governo defenderá aprovação da autonomia e independência da autarquia. Já em relação à AGU, a ideia é apresentar uma mudança constitucional para prever que toda ação judicial que envolva atuação do governo federal tenha como foro judicial os tribunais superiores.
Com isso, o governo poderia abrir mão do status de ministério da AGU, que dava foro especial ao advogado-geral da União para processos movidos em primeira instância.
Onyx Lorenzoni também confirmou a extinção do Ministério do Trabalho e a redistribuição das atribuições da pasta entre os ministérios da Justiça e Segurança Pública, da Cidadania e Economia.
Confira os 22 ministérios do governo de Jair Bolsonaro a partir de 2019:
— Casa Civil
— Secretaria-Geral da Presidência da República
— Secretaria de Governo
— Gabinete de Segurança Institucional (GSI)
— Advocacia-Geral da União (AGU)*
— Banco Central*
— Economia
— Agricultura
— Meio Ambiente
— Direitos Humanos
— Ciência, Tecnologia e Comunicação
— Relações Exteriores
— Defesa
— Cidadania
— Educação
— Saúde
— Justiça e Segurança Pública
— Turismo
— Infraestrutura
— Desenvolvimento Regional
— Transparência
— Minas e Energia
Aquecimento global continua; 2018 é o quarto ano mais quente da história
A tendência de aquecimento do planeta continua e 2018 deve entrar para a história como o quarto ano mais quente já registrado. Dados publicados nesta quinta-feira pela ONU apontam que os 20 anos com temperaturas mais elevadas da história foram registrados nos últimos 22 anos. Os últimos quatro anos foram também os quatro com temperaturas mais altas.

De acordo com a Organização Meteorológica Mundial, o calor também tem sido seguido por sinais como mudanças climáticas, elevação do nível do mar, degelo em muitas das regiões polares e fenômenos climáticos extremos deixando "um rastro de devastação em todos os continentes":

Para 2018, as temperaturas foram em média 1 grau Celsius acima da base pré-industrial de 1850 a 1900. "Não estamos à caminho para atingir as metas de mudanças climáticas e frear as altas de temperaturas, alertou o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas. "A concentração de CO2 batem novos recordes e, se a atual tenderia continuar, poderemos ver uma elevação de temperaturas de 3 a 5 graus Celsius até o final do século", indicou.

Segundo ele, se todos os recursos fósseis forem explorados, a elevação das temperaturas será ainda maior.

O anúncio ocorre na mesma semana que o governo do Brasil anunciou que não irá mais sediar a COP25 em 2019, o que criou um mal-estar diplomático, obrigando a ONU a se apressar para procurar um novo lugar disposto a receber o evento.

O Estado apurou que estava tudo planejado para que a entidade chancelasse a conferência no País durante a reunião da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC, sigla em inglês) que ocorre a partir de segunda-feira, na Polônia e onde estarão 50 chefes de estado, chamada de COP24. Não havia sequer outro candidato, diante de um acordo que foi costurado em diversas capitais.

Mas, com a retirada da proposta brasileira, a entidade se apressa para encontrar uma solução (Agência Estado, 29/11/18)

Prefeito Luciano Genésio realizou a entrega de mais um ônibus para compor a frota escolar.
O novo transporte é maior do que o comum, próprio para zona rural e assim como o restante da frota possui acessibilidade para pessoas com deficiência.
No total já foram 9 novos ônibus entregues pelo prefeito neste ano.
Hoje os estudantes podem usufruir de um transporte escolar de qualidade, com conforto e segurança.

“O nosso compromisso é com a população, estamos trabalhando para fazer de Pinheiro uma cidade desenvolvia, isso é apenas o começo, ainda iremos fazer muito mais, a minha proposta é até o final do meu mandato entregar no mínimo 40 ônibus escolar. Fiquei feliz ao ouvir de um pai, relatando que no passado seu filho precisava empurrar o carro que levava os estudantes para à escola e hoje o seu filho tem um transporte climatizado para ir estudar”.disse Prefeito Luciano Genésio.

Senador eleito destaca a importância do evento promovido pela Prefeitura de São Luís e que está levando cada vez mais turistas para o Centro Histórico da capital maranhense


Weverton entre os secretários Ivaldo Rodrigues, Lula Fylho e o prefeito de Igarapé Grande, Erlânio Xavier
Em sua 76ª edição, a Feirinha São Luís inaugurou neste domingo, 2, a programação especial para o final de ano, com atrações voltadas para a época natalina.
Presente ao evento, o senador eleito Weverton Rocha(PDT) destacou a importância do calendário oficial como opção de lazer e entretenimento nos finais de semana em São Luís.
– Já era uma reivindicação antiga da sociedade ludovicense, dos turistas que tanto são apaixonados pelo Centro Histórico. Aqui é uma região que tem uma vitalidade própria; estamos no coração do patrimônio histórico, uma área tombada pela Unesco, reconhecida mundialmente pela sua beleza, pela sua história. A feirinha veio dar uma vida sem dúvida nenhuma, fantástica e mais opções, nós temos nossas praias, que eu digo que é o espaço mais democrático que temos para as famílias e o Centro Histórico durante o domingo é um programa e tanto – declarou o senador.
Durante o mês de dezembro, a programação cultural d Feirinha São Luís será estendida até às 18h. Além disso, as barracas de gastronomia e artesanato funcionarão até às 22h, integrando o “Natal de Todos”, uma ação do Governo do Estado e Prefeitura de São Luís.
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Cyrela presidida pelo deputado estadual Zé Inácio (PT) e com os demais membros, os deputados Wellington do Curso, Bira do Pindaré e Vinicius Louro, participou na manhã desta segunda-feira,03/12, de uma audiência com o juiz da Vara de Interesses Difusos e Coletivos, Douglas Martins.
Durante a audiência, os parlamentares solicitaram uma cópia da Ação Civil Pública, e informaram que estão trabalhando para concluir a investigação o mais breve possível. E que também ainda deverão ouvir os órgãos competentes que emitiram as licenças para a concretização dos empreendimentos, que na construção desrespeitaram os projetos originais e infringiram a lei de meio ambiente.
O juiz Douglas Martins, concluiu dizendo que “a CPI da Cyrela será uma forma de prevenção para que outras famílias não venham a ser lesadas, desta forma por outras construtoras em nosso Estado”, disse.
Os parlamentares ainda foram informados, que os processos que tramitam na Vara, e as indenizações, foram realizadas somente aos moradores dos condomínios Jardins Toscana e Provense. Os demais, Vitória e Pleno Residencial, que também foram lesados e apresentaram problemas estruturais, ainda não ajuizaram nenhuma ação e nem receberam nenhum reparo pelos danos sofridos.
Ainda serão realizadas audiências para ouvir a promotora do Consumidor, Lítia Cavalcante, e o represente do Conselho de Engenharia e Arquitetura (Crea-MA), sobre o caso.