Por Marco Aurélio D'Eça. 

Candidato a ser batido na disputa de 2020, Eduardo Braide desperta o interesse das máquinas de Flávio Dino e de Edivaldo Júnior, e já estimula uma série de interessados na unção dos governos para fazer o contraponto ao seu projeto



EDUARDO BRAIDE, Wellington e Fábio Câmara são os representantes da oposição para 2020, estando juntos ou separados. 
Favorito na disputa pela Prefeitura de São Luís na sucessão de Edivaldo Júnior (PDT), o deputado federal eleito Eduardo Braide (PMN) desperta o temor do governo Flávio Dino (PCdoB) e da própria gestão holandista.
Mas força também a antecipação das estratégias para tentar derrotá-lo.
E uma delas já está claramente definida na base comuno-pedetista; lançar o maior número de candidatos para pulverizar os votos e garantir um nome no segundo turno.
E essa movimentação já mobiliza pelo menos nove pré-candidatos na base do consórcio PCdoB/PDT.
Os deputados eleitos e reeleitos Bira do Pindaré (PSB), Neto Evangelista (DEM), Duarte Júnior (PCdoB), Pedro Lucas Fernandes (PTB), Yglésio Moises (PDT), o secretário Felipe Camarão (DEM), os vereadores Astro de Ogum (PR) e Osmar Filho (PDT).
E até o prefeito de São José de Ribamar, Luís Fernando Silva (ainda PSDB) já foram cogitados como opção na capital.

ELIZIANE GAMA é o único nome que pode unir governos estadual e municipal para contrapor a força eleitoral de Braide
Sem falar numa espécie de clamor pelo nome da deputada federal Eliziane Gama (PPS) como uma das poucas capazes de polarizar a disputa com Braide, tendo o apoio do governo e da prefeitura.
Além dos governistas, o deputado Wellington do Curso (PSDB) e o vereador Fábio Câmara são as outras duas opções da oposição.
Totalizando 13 pré-candidatos na linha sucessória de Edivaldo Júnior…

Por Manoel Santos Neto. 

Após sua saída do jornal O Estado do Maranhão, o jornalista Marco Aurélio D’Eça resolveu dedicar-se integralmente ao blog que mantém desde 2006. Formado na Ufma com especialização em Jornalismo Digital, ele iniciou-se profissionalmente na Rádio Esperança FM, em 1992. Foi também repórter, subeditor e editor de política do jornal O Estado, onde chegou em 1993. 

Aos 45 anos, casado, pai de três filhas, Marco D’Eça vem também profissionalizando-se como pequeno empresário. Ele resolveu dar uma guinada em sua vida profissional, quando decidiu sair do jornal da família Sarney, onde era editor de política. 

Agora, em face do novo cenário político do Maranhão – com o governador Flávio Dino reeleito, no primeiro turno, e com Jair Bolsonaro eleito presidente da República, Marco D’Eça anuncia que cultivará um perfil ainda mais à esquerda, como diz nesta entrevista: 

JP - O que de fato ocasionou a tua saída do jornal O Estado do Maranhão?

Marco D’Eça - Trabalhei no jornal O Estado do Maranhão por quase 25 anos. A redação foi praticamente a minha casa na profissão de jornalista. Mas a partir de 2014, com a ascensão de uma nova geração da família dona do jornal, os choques passaram a ser inevitáveis. Diferenças de opinião e de posição que geravam atritos cada vez mais difíceis. 

JP – Houve tentativa de censurar os teus textos?

D’Eça – Não foi bem assim. O que ocorreu é que algumas pessoas que não conheciam a realidade do Maranhão, a composição política do estado, passaram a dar as ordens. Nunca escondi minha relação com Eliziane Gama, Weverton Rocha e isso nunca foi problema algum para o grupo. Mas os novos “donos” passaram a se incomodar. E a vitória dos dois para o Senado foi a gota d’água. Sobretudo pela derrota de Sarney Filho, que era a esperança da manutenção de um certo cacife político da família em Brasília. Mas saio de cabeça erguida e com a certeza de que honrei cada minuto da minha passagem por este jornal, o que também me honra sobremaneira.

JP - Como foi, ao longo destes anos todos, a tua relação com os Sarney?

D’Eça - Sempre tive uma postura política de centro-esquerda, sempre votei em Lula para presidente, desde sua primeira eleição, em 1989. Mas sempre respeitei a postura da família, que apoiou FHC em 1994 e 1998. E todos sempre tiveram respeito pelas minhas convicções, embora isso não tenha deixado de gerar divergências em uma ocasião ou outra. Mas de maneira respeitosa. Fiquei mais à vontade a partir de 2002, quando os Sarney passaram a dar apoio público a Lula, o que se consolidou em 2006 e 2010. 

JP – E como foi agora neste pleito de 2018? 

D’Eça – Bom, nestas eleições, fora do poder já há quatro anos, o grupo ficou meio que isolado em relação à eleição nacional. Eu mantive minha posição histórica, apoiando Fernando Haddad no primeiro e no segundo turnos. Ainda na redação durante o primeiro turno, os choques com a nova geração da família aumentaram. E vieram de forma mais desrespeitosa, o que gerou minha saída.

JP - O que explica a vitória de Flávio Dino e a derrota de Roseana?

D’Eça - A derrota de Roseana estava anunciada. Dificilmente se tem condições de vencer a força da máquina do governo usada de forma tão ostensiva. E Flávio Dino usou esta máquina de todas as formas. Mas houve erros graves não apenas do grupo Sarney, mas dos demais setores da oposição. 

JP – Que erros foram estes?

D’Eça - Um deles: inventar uma chapa kamikaze com Roseana e Sarney Filho juntos, tendo ainda Edison Lobão. No início da pré-campanha escrevi sobre isso, alertando sobre o “choque de gerações na disputa pelo Senado”. Fui bombardeado internamente por esta opinião. Outro erro: a invenção da candidatura do senador Roberto Rocha, o que inviabilizou Eduardo Braide como opção. Sem retirar os méritos do próprio Flávio Dino nesta vitória, diria eu que qualquer um sentado na cadeira do Palácio dos Leões, com as condições amplamente favoráveis que surgiram, seria eleito governador.

JP – E como avalias a eleição de Weverton e Eliziane? 

D’Eça - Ainda em dezembro de 2016, lancei o nome de Eliziane Gama ao Senado, em minha página na internet. Ela havia deixado a disputa pela Prefeitura em quarto lugar e era vista como “morta politicamente”. Na mesma época, começou-se a plantar a Campanha de Weverton pelo PDT, recém-saído das urnas com uma vitória incontestável. Naquela época, eu já apontava que o eleitor faria uma opção pela renovação no Senado. E havia outras opções de gente nova na política, como Alexandre Almeida, Bira do Pindaré, o próprio Eduardo Braide. Weverton e Eliziane souberam combinar a força da juventude com a estrutura partidária à disposição. Lembro que, ainda em junho, nos grupos de WhatsApp, quando Weverton aparecia apenas em 6º lugar, eu afirmava que ele seria o primeiro colocado. Eliziane já tinha um recall próprio, que só precisou da boa campanha na propaganda eleitoral e o“casamento” de voto com Flávio Dino. 

JP – Tu te consideras amigo dos dois senadores eleitos? 

D’Eça - De fato, são dois amigos. Eliziane, quase de infância (risos). Weverton, uma relação familiar, bem próxima. De fato, fiquei muito feliz com a eleição dos dois.

JP – O que explica a vitória de Bolsonaro e a derrota do PT?

D’Eça - Bolsonaro é fruto de uma manipulação do sistema político brasileiro que começou lá atrás, em 2013, com as tais “marchas dos 20 centavos”. Essa manipulação envolveu, além do mercado, setores influentes da própria mídia e do Judiciário. E tinha um objetivo claro: demonizar o PT, criminalizar suas lideranças para impedi-los de voltar ao poder no Brasil. A princípio, queriam derrotar Dilma Rousseff (PT) no voto, em 2014; como não conseguiram, deram um golpe de estado para afastá-la. Em seguida, prenderam Lula, com uma forte estigmatização midiática do PT. O resultado é isso que vimos no domingo, 28 de outubro. Despreparado politicamente e incompetente administrativamente, o ex-capitão do Exército está claramente manipulado por setores do agronegócio, do mercado paulista e de religiosos conhecidos pela ânsia de poder. 

JP – Tuas últimas postagens têm cheiro de uma guinada à esquerda. É isso?

D’Eça - Não há guinada à esquerda. Quem me conhece, desde os tempos da Ufma, sabe de minha postura progressista. Sempre fui defensor da causa, militei no apoio à equidade de gênero, sempre estive nas manifestações em defesa dos LGBT+ e tive uma visão de economiadesenvolvimentista, com a força do estado, inclusive, “carregando” os que não conseguem andar sozinhos. O meu blog, hoje o mais antigo em atividade no Maranhão, expressa bem essa minha postura progressista, sobretudo nos costumes, embora hoje já admita uma idéia mais liberal na economia. Mas não houve guinada alguma. Houve de muitos colegas, lideranças, amigos, ao longo de minha carreira, tanto à direita quanto à esquerda. Mas eu me mantive nos trilhos.

JP – E que tu pensas do futuro do jornalismo impresso em face da disseminação da mídia digital?

D’Eça – Essa discussão sobre jornalismo impresso já tem uns 15 anos, desde que surgiram os primeiros portais de notícias na internet. É óbvio que o jornal como a gente conhece está fadado à extinção. Mas ainda é uma referência histórica, uma espécie de documento, um testamento a narrar a própria morte, diante das novas tecnologias. Isso deve durar ainda uns 10, 20 anos. Mas a influência política dos jornais impressos ainda é muito significativa. Um exemplo nestas eleições foram os editoriais dos grandes jornais mundiais, como New York Times, Le Monde, que repercutiram no mundo inteiro; ou mesmo a postura autoritária de Jair Bolsonaro contra a Folha de S. Paulo, que conseguiu incomodá-lo com reportagens sobre sua verdadeira face.

JP – Que pretensões tens a partir de agora com teu blog?

D’Eça - Costumo dizer que passei 15 anos no jornal O Estado do Maranhão sem receber qualquer processo. A partir de 2006, com o blog, ganhei quase um a cada dois dias – felizmente nunca tendo sido condenado. Entendo que o blog é isso, é a exposição de cara lavada da nossa opinião. Somos nós falando sem filtros, sem edição ou revisão de terceiros. Aliás, a expressão sem filtros é tema de uma de minhas teses de conclusão de curso na área do jornalismo. Mesmo quem não me conhece pessoalmente sabe o que eu penso por intermédio do meu blog. Agora mais livre editorialmente, pretendo reforçá-lo como instrumento de formação de opinião. Quero continuar a influenciar os círculos de poder no estado.

JP – Além da carreira no jornalismo, tens pretensões na vida político-partidária?

D’Eça - Embora minha carreira jornalística tenha sido toda construída no jornalismo político, nunca me filiei a partido algum. Acredito que chegou o momento de uma experiência mais orgânica do ponto de vista da militância política. Me agrada a possibilidade de poder entrar diretamente no debate político, contribuir com a construção de uma sociedade mais justa e de poder influenciar mais diretamente os destinos de minha cidade e de meu estado. Tenho conversado muito com lideranças partidárias e aliados políticos. E não descarto esta possibilidade mais ativa de uma atuação política. Tenho convicção de que estou preparado para a missão e pronto para o embate com as mais variadas forças. Como diz o professor FHC, “tenho argumentos para convencer; quem os tiver, persuada-me”.


Cerca de 100.000 pessoas vivem em Kiribati, um arquipélago no Pacífico que está em alerta desde 1989 por causa do nível do oceano. Um documentário conta a emigração de seus habitantes e a luta de seu ex-presidente. 


Já se disse que Kiribati, um Estado composto por 33 ilhas no meio do Pacífico, algum dia vai virar uma Atlântida, e que seus habitantes ficarão irremediavelmente submersos pelas águas do oceano. Um relatório da ONU alertava, já em 1989, que esse seria o primeiro país a ser dizimado pela mudança climática no século XXI, devido à elevação do nível dos mares. O Governo desenhou nos últimos anos um plano de transferência populacional para as quase vizinhas ilhas Fiji, caso a inundação se confirme, e seu ex-presidente Anote Tong percorreu o mundo na última década levando o nome de seu país por todos os fóruns possíveis: a sede da ONU, as cúpulas climáticas, programas de televisão, visita oficiais a outros Estados, o Vaticano...
O ex-presidente Anote Tong, protagonista do documentário.
O fotojornalista canadense Matthieu Rytz aterrissou nesse país para uma reportagem há quatro anos e disse a si mesmo: “Esta é minha história”. Sem nenhuma experiência prévia no audiovisual, investiu todas as suas economias para acompanhar Tong em suas viagens e gravar o documentário Anote’s Ark (“a arca de Anote”), que estreou no festival de Sundance e foi exibido no madrilenho Another Day Film Festival, que aconteceu nos dias 4 a 7 de outubro passado. A programação do evento reuniu cerca de 20 documentários sobre ativismo, desenvolvimento sustentável, consumo responsável e saúde global. A história de Anote fechou o ciclo.
“Estamos tão isolados que sempre achamos que as atribulações do mundo nada tinham a ver conosco, mas aqui estamos, submetidos ao fenômeno global da mudança climática”, diz o ex-presidente no filme. Em 2016, ele perdeu as eleições para Taneti Mamau, um mandatário que promoveu uma guinada na política externa de Tong e se centrou em potencializar o turismo e a pesca num plano para os próximos 20 anos. Depois de quatro anos indo e vindo das ilhas, Rytz já não é bem recebido em Kiribati. “No Natal passado fui para lá projetar o documentário. Para mim era importante que, depois de ter convivido com eles, vissem o resultado. Estava na casa de alguns amigos com minha mulher, e três policiais ficaram com meu computador e me disseram que eu precisava pegar o próximo voo”, relata por telefone.



Os habitantes de Kiribati são gente da água. Brincam nela, dela obtêm seu alimento diário, são açoitados por violentas tempestades, suas casas são construídas com o pé na areia. “Para eles o mar tem um sentido quase espiritual, sentem um grande respeito pelo oceano porque, quando você está lá, literalmente só vê mar”, conta o cineasta. Além de ser devorados completamente pelo Pacífico, seus habitantes já enfrentam a falta de água potável, e alguns povoados costeiros precisaram se deslocar alguns metros para o interior do território. O documentário de Rytz contém lindas imagens em que a água, que lhes dá vida e pode acabar matando seu país, é a protagonista. Grandes planos gravados com um drone mostram o imenso azul que rodeia Kiribati e onde seus cidadãos submergem a cada dia.




Durante o discurso no plenário da Câmara Municipal de São Luís, o vereador Francisco Chaguinhas (PP), usou o pequeno expediente para falar da atual conjuntura política e do resultado das eleições. Em seu discurso, que foi exibido na integra na TV Francisco Chaguinhas, o parlamentar foi aplaudido por todos que estavam na galeria. As declarações do vereador  têm repercutido nas redes sociais através da TV Chaguinhas.

No discurso, Chaguinhas detonou o PT –  Partido dos Trabalhadores –  ao afirmar que três partidos foram sepultados, entre eles, o PT, que em São Luís é comandado pelo vereador Honorato Fernandes.
“Três partidos foram sepultados e entre eles está o PT. E se quiserem renascer terão que ter a humildade e aprender que voto bom e o voto do brasileiro”, disparou.
Chaguinhas afirmou também que é a favor dos projetos sociais, contrariando o discurso do vereador e o colega de parlamento, vereador Honorato Fernandes.
“Sou a favor dos projetos sociais, mas contra as falcatruas que muitas das vezes existem por detrás deles”, finalizou.

Futuro ministro da Justiça falou por quase duas horas com a imprensa e evitou confrontar futuro chefe. Desviou de perguntas sobre apoio de eleito a ditadura e sobre ofensas a minorias





O juiz Sergio Moro durante entrevista coletiva.


Jair Bolsonaro afirmou na TV que vai “cortar a cabeça” de membros da equipe que criticarem oGoverno publicamente. Também disse, na segunda-feira, que Sérgio Moro, seu futuro superministro da Justiça, terá carta branca para atuar nas áreas de combate à corrupção e crime organizado, mas também fez questão de frisar que não abandonará bandeiras de campanha. Moro tomou nota. Foi equilibrando-se dentro dessas linhas demarcadas pelo futuro chefe que o juiz da Operação Lava Jatose apresentou diante da imprensa nesta terça-feira. Ao longo de quase 1 hora e 45 minutos de8 entrevista, o magistrado se esforçou para demonstrar da forma mais polida possível suas discordâncias com relação a Bolsonaro –em relação a armas ou à tipificação do MST (Movimento Sem-Terra) como terrorista, por exemplo– enquanto se esquivou de responder sobre o apoio do eleito à ditadura ou sobre ofensas a minorias sociais. "Ele pode ter feito declarações não felizes no passado e que podem ser usadas fora de contexto. Mas em nossas conversas parece moderado", diz o juiz, que garante não haver sinalização de que esses discursos serão políticas de Governo.
Já nos primeiros momentos da entrevista, Moro marcou distinção. "A liberdade de imprensa foi fundamental para a Operação Lava Jato, fez a população ficar sabendo dos crimes que haviam sido cometidos", afirmou o futuro ministro. "Algumas críticas da imprensa contra mim podem ter sido injustas, mas isso faz parte num ambiente de debate e tolerância", afirmou nesta terça. A fala contrastou com as atitudes do presidente eleito, que dias atrás barrou jornais impressos durante entrevista coletiva e que ameaçou cortar verbas federais de publicidade da Folha de S. Paulo, jornal que desqualificou.
O juiz, que apenas tirou férias e que só deve se desligar do cargo em janeiro, tentou ser sucinto ao discorrer sobre um dos prováveis pontos de atrito com Bolsonaro: a flexibilização da posse (direito de ter em casa) e porte (direito de levar consigo) de armas. O presidente eleito nunca escondeu seu desejo de rearmar a população, e fez dessa uma de suas principais propostas de campanha para a segurança pública. “A plataforma na qual o presidente se elegeu prega a flexibilização da posse e do porte de armas. Eu externei minha preocupação a ele, de que uma flexibilização excessiva pode ser utilizada para municiar organizações criminosas”, afirmou Moro. O magistrado disse ainda que Bolsonaro se mostrou simpático à tese de que o porte, atualmente restrito a algumas categorias profissionais, deve ser mais restrito do que a posse.
Com relação à redução da maioridade penal, outra divergência. Enquanto Bolsonaro defendeu no final de outubro que maiores de 14 anos devem responder como adultos, Moro se disse partidário de uma proposta mais contida. “O adolescente tem que ser protegido, mas um adolescente acima de 16 anos que mata, tem um discernimento”, afirmou, frisando que esta redução deve se dar apenas em casos de crimes cometidos com violência. “É preciso dar Justiça a essas pessoas [famílias de vítimas]”.
A eventual criminalização de movimentos sociais deve ser outra fonte de desacordo. Enquanto Bolsonaro já falou publicamente em ampliar a definição de organizações terroristas para encaixar grupos como o Movimento dos Sem Terra e o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, Moro afirmou que esta reclassificação “não é consistente”. Em seguida, o juiz deixou claro que sua posição “não significa que eles sejam inimputáveis perante a lei”.
Tendo como base eleitoral importante o contingente de quartéis e academias de polícia, Bolsonaro propõe que um agente estatal que mata durante uma operação não seja punido independentemente das circunstâncias. É a expansão do chamado excludente de ilicitude, previsto na legislação atual para casos específicos em que se comprove que a morte foi ato de legítima defesa ou estrito exercício do cargo. Indagado sobre o assunto, Moro afirmou que é preciso ver “se a lei atual” se adequa à realidade do país. Mas fez questão de afirmar mais de uma vez que “a boa operação policial é sempre quando ninguém se machuca". De acordo com o juiz, “corrupção e crime organizado não se combatem necessariamente pela lógica de confronto policial. É inteligência, investigação e prisão de líderes. O confronto é sempre indesejado”.

Constrangimentos

Moro também precisou responder a algumas perguntas incômodas. Indagado sobre como se sentia ao ter como colega de Governo o deputado Onyx Lorenzoni(DEM-RS), que admitiu ter recebido caixa 2 de campanha, o juiz saiu em defesa do parlamentar, por que disse sentir “grande admiração”. "Posso dizer que ele foi um dos poucos deputados que defendeu a aprovação do projeto das 10 Medidas Contra a Corrupção". Por fim, Moro afirmou que o parlamentar "assumiu seus erros".
Sobre o fato de não ter pedido exoneração do cargo de juiz após dizer que aceitaria ser ministro do futuro Governo, o que para especialistas configura uma infração ao Estatuto da Magistratura, Moro se defendeu. "Peço exoneração hoje e daqui a um mês acontece algo comigo, o que acontece com minha família?", questionou. "Não vejo problema nisso".
Por fim, Moro precisou responder sobre o que pensa dos ataques de Bolsonaro aos gays ("preferia que um filho meu morresse") e à oposição ("vamos varrer os vermelhos do país"). Segundo ele, são "discursos do passado".
Moro também aproveitou para responder às críticas de que sua indicação coroa uma trajetória na qual ele tirou do páreo o principal adversário de Bolsonaro. "Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado por que cometeu crime, não por causa das eleições", afirma Moro. "Na Lava Jato políticos de vários partidos que também receberam valores neste esquema criminoso, inclusive adversários políticos do PT. Alguns enxergaram minha ida como uma recompensa, mas é uma visão equivocada". E concluiu: "Não posso pautar minha vida por uma fantasia de perseguição política".
Aprovado requerimento de Othelino Neto que propõe homenagem aos 50 anos da Receita Federal do Brasil

A Assembleia Legislativa aprovou, na sessão plenária desta terça-feira (6), o Requerimento 429/2018, de autoria do presidente da Casa, deputado Othelino Neto (PCdoB), que propõe a realização de uma sessão solene em homenagem aos 50 anos da Receita Federal do Brasil, no dia 21 de novembro. Segundo o presidente, a iniciativa se justifica em razão da importância do trabalho da instituição para os brasileiros, em especial, os maranhenses.


Em meio século de instituição, a Receita Federal é a mais recente denominação da Administração Tributária Brasileira. A história do Fisco no país iniciou em 1534 com a criação das Provedorias da Fazenda Nacional. 


“Na década de 90 foi adotada uma nova filosofia: os Centro de Atendimento ao Contribuinte. Posteriormente, o cidadão passou a resolver seus problemas com o Fisco em um único local. Hoje, as inovações da tecnologia, como a internet, permitem solucionar muita coisa sem sair de casa. A nova Receita cuida dos principais tributos federais, da aduana, das contribuições previdenciárias, sem esquecer do combate à sonegação fiscal”, destaca

freddie mercury mary austin

Mary Austin teve uma relação de seis anos com o vocalista do Queen, mas eles foram amigos íntimos até o final. 28 anos depois, ela guarda boa parte de seus milhões — e também de seus segredos.

Mary Austin (1951) mora numa das maiores casas de um dos bairros mais caros de Londres, rodeada por muros intransponíveis que atraem todo ano admiradores do mundo inteiro. Mas pouco se sabe sobre ela. Provavelmente, a estreia de Bohemian Rhapsody, o filme sobre a vida de Freddie Mercury e a ascensão ao estrelato da banda Queen, dê algumas pistas. Pois se Austin mora ali, é porque Mercury lhe deixou quase toda a fortuna quando morreu, em 1991.



“Os meses posteriores à morte de Freddie foram os mais solitários e difíceis da minha vida. Tive muitos problemas para aceitar que [ele] tinha ido e tudo o que havia me deixado”

 Mary Austin
 

De Freddie Mercury sabemos muito mais. Mesmo 27 anos após sua morte, seu poder de atração e seu fascínio não diminuíram. Para alguns analistas, até aumentaram. De todos os discos que o Queen vendeu nos Estados Unidos (mais de 32 milhões), metade foi após a morte do vocalista. Para muitos, com seu falecimento nasceu a fascinação pela estrela morta, esse fenômeno que faz com que as vendas de um artista atinjam a estratosfera quando o ídolo se vai. Foi assim com Michael Jackson, George Michael e Whitney Houston. Se Mary Austin, a mulher que Freddie Mercury considerou sua “esposa”, é hoje imensamente rica, isso acontece, em parte, graças a esse poder de fascinação que não cessa — e que se traduz em milhões de dólares de direitos autorais todos os anos. Mas, afinal, como começou essa história?


 Segundo o documentário Freddie Mercury: The Untold Story, Freddie e o guitarrista Brian May frequentavam nos anos setenta a butique londrina Biba, centro oficial do movimento Swinging London da década anterior. Eles iam até lá para observar as balconistas, famosas na cidade por sua beleza (Anna Wintour, hoje diretora da Vogue USA e mulher mais poderosa do mundo da moda, trabalhou na butique quando jovem). Uma delas era Mary, que Freddie costumava encontrar na loja antes de começarem a sair.


Freddie e Mary moraram juntos, como um casal, durante seis anos. Mas nunca se casaram. Ele contou a ela que era gay em 1976, embora Mary tenha declarado que havia percebido um comportamento estranho nele durante dois anos. “Sabia que não estava sendo sincero consigo mesmo”, disse ela depois.


Quando o cantor abandonou o apartamento que dividiam em West Kesington (Londres) já transformado em cantor mundialmente famoso e milionário, ele comprou para Austin uma casa ali perto e lhe deu emprego como sua assistente pessoal. Freddie se mudou para uma casa na Stafford Terrace, onde morou antes de mudar para aquele que seria seu último lar, Garden Lodge. Ficava perto do apartamento de Mary. Segundo alguns, de lá ele podia inclusive ver a casa de Mary.





Freddie Mercury e Mary Austin, numa festa organizada na casa dele em 1977.
Freddie Mercury e Mary Austin, numa festa organizada na casa dele em 1977. Getty Images

Mercury começou então a ter relações mais frequentes com homens. Algumas de um jeito mais ambíguo (como a que manteve com o DJ Kenny Everett), outras totalmente sentimentais (Jim Hutton esteve com ele desde 1985 até sua morte). Mas o cantor se referia sempre a Mary como “minha esposa”. “Para mim, foi um casamento. Acreditamos um no outro. Todos os meus amantes me perguntaram por que não poderiam substituir Mary. Porque simplesmente é impossível”, declarou o astro.


Mary também refez sua vida amorosa. Teve dois filhos com um empresário chamado Piers Cameron. Freddie foi padrinho do primogênito, Richard. O segundo, Jamie, nasceu após a morte do cantor. Mas as vidas de Mary e seus dois filhos (ela acabou se separando de Piers) mudaram radicalmente em 24 de novembro de 1991, dia em que Mercury morreu. Com seu testamento, que se tornaria público em maio de 1992, soube-se que o artista deixara a Mary sua mansão de Garden Lodge, avaliada em 22,5 milhões de euros na época (94,5 milhões de reais pelo câmbio atual), e a metade de sua fortuna (e futuros dividendos por direitos autorais), inicialmente estimada em mais de nove milhões de euros (37,8 milhões de reais). Mas é preciso considerar que os membros vivos do Queen continuam fazendo turnês bem-sucedidas, e há um musical de enorme êxito sobre a banda, We Will Rock You. Só em 2014, por exemplo, estima-se que o grupo tenha faturado mais de 54 milhões de euros (130 milhões de reais) em direitos autorais. Grande parte dessa renda anual vai para Mary.





Mary Austin, numa de suas poucas aparições públicas, numa festa em Londres, em 2002.
Mary Austin, numa de suas poucas aparições públicas, numa festa em Londres, em 2002. Getty Images

Para seu companheiro, Jim Hutton, Freddie deixou 560.000 euros (1,3 milhão de reais). A mesma quantia para seu assistente pessoal, Peter Freestone, e para seu cozinheiro, Joe Fanelli. Para sua irmã, deixou os 25% restantes de seu patrimônio. E aos pais, hoje falecidos, outros 25%.

 

Mary Austin continua morando em Garden Lodge, a casa de Londres onde Freddie Mercury viveu seus últimos anos e faleceu, perto da estação Earl’s Court do metrô. Trata-se de um lugar de peregrinação para milhares de admiradores. Nos anos noventa, os muros que rodeavam a casa se transformaram no maior santuário do rock, sempre cheio de cartas, mensagens e dedicatórias (Mary Austin retirou-as no ano passado, em meio a grande polêmica, devido à pressão dos moradores desse bairro elegante).


É uma mansão em estilo georgiano com 28 aposentos e um grande jardim. Foi a própria Mary que a escolheu para Freddie. Mas o que seria um sonho para qualquer mortal acabou sendo para ela, segundo declarou numa entrevista em 2000, a pior etapa. “Os meses posteriores à morte de Freddie foram os mais solitários e difíceis de minha vida. Tive muitos problemas para aceitar que ele tinha ido embora e tudo o que tinha me deixado.” Tornar-se rica de repente e lidar com uma mansão e todos os empregados não foram seus únicos problemas: como era de se esperar, outros familiares e amigos de Freddie não entenderam por que ela havia ficado com tanto.


A mãe do cantor, Jer Bulsara, que morreu em 2016, concedeu em 2012 (aos 90 anos) uma terna entrevista para o Daily Telegraph indicando que, ao menos de sua parte, não havia nenhum tipo de rancor pela decisão do filho. “Mary era adorável e costumava vir comer na nossa casa”, contou Bulsara à jornalista Angela Levin. “Eu adoraria que se casassem e tivessem uma vida normal, com filhos. Mas, mesmo quando terminaram, eu sabia que [ela] continuava amando meu filho. Foram amigos até o final. Não a vi mais desde que ele morreu.” A pergunta seguinte da jornalista foi óbvia: “A senhora achou correto ele ter deixado para Mary a maior parte da sua herança milionária?” A mãe de Freddie respondeu: “Por que não? Ela era como sua família, e ainda é.”



“Para mim, foi um casamento. Acreditamos um no outro. Todos os meus amantes me perguntaram por que não poderiam substituir Mary. Porque simplesmente é impossível”

 Freddie Mercury
 

Mary tem hoje 68 anos e um dos segredos mais bem guardados do rock: o lugar onde jogou as cinzas do vocalista do Queen. As teorias são várias: as cinzas teriam sido espalhadas no jardim japonês da mansão em Londres, jogadas num lago suíço aonde Freddie ia às vezes em busca de paz, regressado a Zanzibar (onde Freddie nasceu, já que seu pai trabalhava para a britânica Secretaria das Colônias), e por aí vai.


Sobre isso, Mary guarda um silêncio tão férreo quanto os muros que rodeiam a mansão herdada da grande estrela do rock.

 FONTE: EL PAÍS CULTURA.




O aquecimento global resumido em um vídeo de menos de um minuto

“As consequências não chegarão em um futuro; já chegaram”. 

Antti Lipponen é um pesquisador do Instituto Meteorológico da Finlândia empenhado em que o maior número possível de pessoas entenda a importância da mudança climática. Com base nas informações e nos conhecimentos que obtém em seu trabalho, ele cria gráficos em movimento pensados para as redes sociais que explicam o aquecimento global em menos de um minuto.


Em 25 de agosto, publicou um deles em sua conta no Twitter com dados da Nasa. Nele, inclui as anomalias térmicas de mais de 190 países entre 1880 e 2017. “Dá medo”, disse o próprio Lipponen ao mostrar o gráfico pela primeira vez. A imagem foi compartilhada mais de 18.000 vezes em duas semanas de publicação. No início de setembro, ele publicou uma versão mais ampla do gráfico, com mais países incluídos.



“Quero demonstrar que as consequências da mudança climática não vão chegar em um futuro próximo, nós já as estamos vivendo, e fazer isso em um âmbito mais amplo do que o estritamente científico”, comenta ao Verne por telefone.


Lipponen considera anomalia térmica a diferença entre a temperatura de cada ano e a média do período entre os anos de 1951 e 1980. À medida que os países vão se aquecendo, as bolhas coloridas que os representam vão crescendo.


Além das muitas horas de pesquisa que investe em seu trabalho, o finlandês dedicou outras quatro horas para a criação do gráfico que resume os dados. O último plano mostra a diferença de graus de cada país em 2017 em relação à média.


Embora países como Mongólia e Rússia mostrem aumentos de temperatura mais pronunciados, superiores a dois graus, há outros lugares do planeta nos quais devemos prestar mais atenção.


“Se a Antártida degelar ao ter um clima mais quente, essa enorme quantidade de água se transformará em inundações em outros países”, aponta Lipponen. “Não há motivo para que alguns políticos neguem a mudança climática. Não acredito que façam isso por ignorância, e sim por um interesse cínico”, comenta.


O pesquisador já criou no ano passado um gráfico com informações similares, que foi compartilhado por mais de 11.000 usuários.

FONTE! EL PAÍS BRASIL MEIO-AMBIENTE. 







 

A Presidência da Assembleia promoverá, na próxima quinta-feira (8), às 10h, no Auditório Neiva Moreira, no Complexo de Comunicação, palestra do desembargador Ney de Barros Bello Filho, com o tema “Constituição de 1988: Pluralidade e Espaço Político”.

Ney Belo é desembargador do Tribunal Regional Federal da Primeira Região desde 27 de junho de 2013, promovido pelo critério de merecimento. Ele nasceu em São Luís e formou-se em Direito pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Possui mestrado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), doutorado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e pós-doutorado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

Já  atuou como promotor de Justiça do Ministério Público Estadual do Maranhão de 1992 a 1995, e como procurador da República do Ministério Público Federal (MPF), em 1995, além de exercer a atividade de professor-adjunto na Universidade Federal do Maranhão. Assumiu o cargo de juiz federal substituto da Seção Judiciária do Maranhão (SJMA) em novembro de 1995 e atuou como juiz da Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais (TR/JEFs).

alemaFoi juiz federal titular da 1ª Vara Criminal do Maranhão. Também exerceu o cargo de juiz do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE/MA), entre 1996 e 1998. É autor de três livros de literatura publicados e integra, desde 2009, a Academia Maranhense de Letras.

O público convidado para a palestra será constituído de servidores da Casa, parlamentares, advogados, alunos do curso de direito e demais interessados.

 Cultura local é incentivada pela Prefeitura de São Luís.

Foi o espaço dado à cultura local que incentivou o Bumba meu boi da Maioba a lançar o seu novo álbum fonográfico durante a 72ª edição do evento; o programa Feirinha São Luís, uma iniciativa da gestão do prefeito Edivaldo, concorre este ano ao Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor.

 Com a Feirinha São Luís, programa criado na gestão do prefeito Edivaldo para fomentar a agricultura familiar, a Prefeitura também tem incentivado a cultura local dando espaço às mais diversas atrações. Como reconhecimento do sucesso do programa, que cresce a cada edição, o prefeito Edivaldo concorre ao Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor-2018 na categoria 'Inclusão Produtiva e Apoio ao Microempreendedor Individual'.  O programa Ecopontos, outra iniciativa exitosa da Prefeitura, também concorre à premiação na categoria 'Sustentabilidade e Inovação. 

Neste domingo, em clima de festança, o grupo de Bumba Meu Boi da Maioba lançou na 72ª edição da Feirinha São Luís seu novo álbum fonográfico e DVD, com uma multidão que acompanha sempre o batalhão. O Boi da Maioba completou 120 anos em 2018, a manifestação folclórica representa a resistência da cultura popular maranhense, com seus brilhos, penas, fitas, matracas e pandeiros.

A dona Maria José Carvalho é uma das pessoas que sempre acompanham o grupo. "Sempre que posso, acompanho o Boi da Maioba, e hoje vim com minha filha, genro e neta de 1 aninho aqui para a Feirinha São Luís, um ambiente que eu adoro sendo tão familiar e perto da minha casa" disse a aposentada, Maria José Carvalho.

Constância Ribeiro tem apenas 18 anos e já participa do Boi da Maioba desde que tinha apenas 7 anos, para ela duas palavras resumem o sentimento de estar desde tão cedo integrando e acrescentando para a perpetuação da cultura popular maranhense. "Amor e gratidão. É muito prazeroso dançar e ver a felicidade das pessoas quando encontram o Boi da Maioba, é um acolhimento que não tem explicação, em todo lugar que chegamos”, disse.


Ainda animaram o público o grupo Sindicato do Samba, Tambor de Crioula da Vila Bacanga, Grupo de Capoeira Jogo de Dentro e a anfitriã Banda da Feirinha.

"A cada domingo a Feirinha São Luís movimenta o centro histórico, agregando valor a setores como agricultura, artesanato, literatura, cultura e gastronomia, que são tão importantes e marcantes em nossa capital e geram esse sentimento de pertencimento na população e em turistas do mundo todo que prestigiam o evento". Destaca o secretário de Articulação Política, Ivaldo Rodrigues, coordenador da Feirinha.


Na Barraca do Chef dessa edição Célia Zaidan, especializada em comida árabe mediterrânea, trouxe no cardápio delícias como kibe, esfiha, charuto, arroz aletria, salada tabule, coalhada escorrida e homus.


PREFEITO EMPREENDEDOR

Com a Feirinha São Luís, o prefeito Edivaldo concorre ao Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor-2018. Participando na categoria 'Inclusão Produtiva e Apoio ao Microempreendedor Individual', está como finalista da premiação o projeto Feirinha São Luís, pelo estímulo à produção local, à economia criativa, ao fortalecimento da cultura, das artes, do turismo e da gastronomia.



Esta é 10ª edição do Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor, iniciativa que se dá em reconhecimento aos prefeitos e administradores regionais (no caso do Distrito Federal e Fernando de Noronha) que implantaram projetos com resultados comprovados com foco no desenvolvimento dos pequenos negócios dos municípios.


 FEIRINHA SÃO LUÍS


A Feirinha São Luís já recebeu cerca de 315 mil pessoas que geraram um capital circulante de quase R$ 16 milhões, além de gerar renda nos mais de 120 pontos de comercialização no entorno da praça. No palco montado em frente à Associação Comercial já foram realizadas mais de 400 apresentações culturais.

O programa Feirinha São Luís é realizado pela Prefeitura e tem como objetivo principal incentivar a venda de produtos agrícolas oriundos da agricultura familiar, além de apresentar aos visitantes a cultura e a gastronomia ludovicense. Cerca de 100 barracas são distribuídas pela Praça Benedito Leite todos os domingos, funcionando de 7h às 15h para compor a Feirinha São Luís, destinadas para venda de produtos oriundos da agricultura familiar, artesanato, artes plásticas, alimentação. A Feirinha conta ainda conta com foodtrucks e foodbikes.

A deputada federal e senadora eleita pelo Maranhão, Eliziane Gama visitou essa semana o Viva Rio, empresa social com sede no Estado do Rio de Janeiro e que atende milhares de famílias em situação de vulnerabilidade social.
Eliziane Gama foi recebida pelo presidente da instituição, Tião Santos e pelo diretor executivo e fundador, o antropólogo Rubem César Fernandes, que apresentaram as ações e projetos desenvolvidos pelo Viva Rio nos últimos 25 anos.
O Viva Rio é uma empresa social que realiza centenas de ações e projetos na área de saúde, educação, meio ambiente e segurança no Estado do Rio de Janeiro e Haiti. Só na área de saúde da família, principal frente de atuação do Viva Rio na saúde pública, são 1,3 milhão de pessoas cadastradas de 75 unidades de atenção básica em parceria com a Prefeitura do Rio, com 4.500 profissionais.

“Hoje o Viva Rio tem 10 mil pessoas trabalhando em nossos projetos.  Projetos que são fruto da parceria com governos e  iniciativa privada nas áreas de meio ambiente, saúde, educação e segurança. Temos CAPs, UPAs, equipes de saúde da família, administramos hospitais, além de realizar centenas de ações”, destacou Tião Santos.
Para Eliziane, as ações e projetos do Viva Rio são referência nacional e precisam ser desenvolvidas em outros estados brasileiros para o enfrentamento à violência e problemas sociais.
“O trabalho feito pelo Viva Rio é uma referência nacional e um exemplo a ser seguido por instituições de todo o Brasil”, enfatizou Eliziane Gama.